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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Instituição de ensino oferta cursos profissionalizantes gratuitos

O programa Seama Comunidade disponibiliza cursos de extensão gratuitos para as pessoas carentes, com o intuito de oportunizar capacitação pessoal e profissional a quem não têm condições de custear sua qualificação.
As inscrições iniciam nesta segunda-feira,11 e vão até o dia 22 de junho na Central de Atendimento ao Aluno. Todas as atividades serão realizadas nas instalações da Faculdade nos dias 25 a 26 junho.
Os cursos são elaborados e ministrados por voluntários entre eles professores, colaboradores, alunos e entidades conveniadas. “O projeto Seama Comunidade oferta de cursos nas diversas áreas do conhecimento com duração de 20 horas. A capacitação acontece sempre nos recessos acadêmicos da
Faculdade: julho e janeiro”, comenta a Coordenadora de Responsabilidade Social, Ivanete Gomes.
Veja os cursos ofertados:
- Caixinhas artesanais;
- Tiaras e pulseiras em tecido;
- Biossegurança doméstica (Cuidados com produtos químicos);
- Excelência Profissional;
- Doces e Sobremesas;
- Legislação Previdenciária (INSS);
- DST/ AIDS, controle e prevenção;
- Customização de chinelos (SENAC);
- Cuidado com o Idoso e do Cuidador do Idoso;
- Fabricação de bijuterias;
- Matemática através do Scilab.5.0
- Software livre;
- Excelência no Atendimento;
- Empreendedor Individual;
- Fabricação de peso de porta;
- Curso básico de Inglês;
- Noções básicas de Massoterapia;
- Educação Sexual para Adolescentes;
- Fabricação de brinquedos com material reciclável (SESC);
- Métodos de pesquisa acadêmica.

Diani Correa
Comunicação – Faculdade Estácio Seama

Sesa retoma serviço de tomografia do Hospital de Clínicas Alberto Lima

A partir da próxima semana, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reassume o gerenciamento dos serviços de oferta de exames de tomografia do Hospital Estadual de Clínicas Alberto Lima (HCAL). O serviço era realizado há muito tempo por uma empresa terceirizada. A previsão é de que em duas semanas o exame de tomografia volte a ser feito na referida unidade.
O secretário de Estado da Saúde, Lineu Facundes, ressaltou que nesta sexta-feira, 8, profissionais de saúde lotados no quadro da Sesa já assumiram o local onde funcionava o atendimento para os exames de tomografia. “O tomógrafo que estava sob a responsabilidade desta empresa pertence ao Estado e, em breve, iremos restabelecer a oferta desse serviço à população”.
Lineu Facundes antecipou que o governo do Estado vai disponibilizar recursos próprios para a compra de mais um tomógrafo para a rede pública estadual – hoje o Estado possui apenas um tomógrafo.
A proposta da Sesa consiste em que o tomógrafo do HCAL volte a funcionar 24 horas, com capacidade média de realizar até 800 exames de tomografia/mês, o equivalente a 30 exames por dia.
O Hospital de Emergência (HE), que também realiza exames de tomografia por intermédio de empresa terceirizada, atende prioritariamente pacientes graves internados naquela casa de saúde.
Um dos motivos que levou a Sesa a reassumir o serviço de tomografia do HCAL foi a falta de negociação de valores para a nova contratação. Segundo a Secretaria, a empresa cobrava bem acima do quantitativo de exames que produzia por mês. A medida adotada pela Sesa reforça a disposição do Estado em restabelecer o serviço o mais rápido possível com o objetivo de sanear um grande “gargalo” no atendimento à saúde da população.
Edy Wilson Silva/Sesa

Randolfe sobe à tribuna em defesa das ações do Ministério Público

Na última quarta-feira (06.06), o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) usou a tribuna do Senado para se manifestar sobre as ações do Ministério Público do Amapá e do Ministério Público Federal. “Nosso País seria menos republicano se, nos últimos anos, não tivéssemos a atuação decisiva do Ministério Público”, disse. O pronunciamento do senador foi um ato de solidariedade a promotores e procuradores que vem sendo alvo de retaliações em razão das operações Mãos Limpas, do MPF e Eclésia, do MP-AP.
“Em meu estado, tanto o Ministério Público Estadual quanto o Ministério Público da União precisam ter voz e ouvir a defesa necessária para as suas atribuições”, disse Randolfe. O senador afirmou que as prerrogativas do MP “estão sendo ofendidas no Amapá”. Na Constituição de 1988 o Ministério Público foi elevado ao status de defensor dos interesses da sociedade, “na República o poder está a serviço do bem comum, da causa coletiva”, ressaltou o senador.
Randolfe foi enfático ao afirmar que, no Amapá, “durante muito tempo a instituição essencial para a Justiça esteve sob silêncio”, e que “ultimamente, temos visto o funcionamento do Ministério Público do Estado e a atuação da Procuradoria da República”. E advertiu: “Não posso aceitar e admitir qualquer ameaça ao funcionamento dessas instituições. A quem buscar limitar o exercício das funções republicanas do Ministério Público, eu trago uma advertência: não tentem, não avancem”.
Na intenção de alertar o país sobre o que acontece no Amapá, Randolfe explicou que, ao instaurar procedimento investigatório sobre outras instituições públicas, os membros do MP-AP e do MPF “têm tido como resposta as ofensas e a busca de intimidações”. O senador informou que na próxima terça-feira (12.06), o Amapá receberá procuradores-gerais de justiça de todo o país; representantes da Procuradoria da República; e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público para um ato público de solidariedade aos promotores e procuradores do estado.
Randolfe não estará presente ao ato porque a data coincide com o depoimento do governador Marconi Perillo, de Goiás, na CPMI do Cachoeira, da qual faz parte. Mas, enviará mensagem se associando às manifestações em prol das investigações do MP. “Traduzido para um bom português, o art. 37 da nossa Constituição traz a lume um mandamento: não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem rouba. Esse papel o Ministério Público tem cumprido em nosso país, nos estados e tem buscado cumprir, em especial, no meu estado”, reafirmou.

Governo do Estado e médicos chegam a acordo e plantões retornam

Governo do Estado, médicos que prestam serviço ao Estado e representantes da categoria sentaram na mesa na noite de hoje, 9, para o diálogo onde foram discutidas as propostas mútuas que foram aprovadas em assembleia dos médicos que encerrou agora a pouco (22:15). A solução do impasse teve o acompanhamento da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Ministério da Saúde que intermediaram a conversas entre as partes para que a rotina de plantões nos hospitais estaduais seja normalizada, as ilegalidades sejam corrigidas e os métodos de reorganização da saúde sejam compreendidos e respeitados.
Estiveram presente no encontro com o governador Camilo Capiberibe, o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes, o secretário de comunicação da entidade, Waldir Cardoso, o presidente do Sindicato dos Médicos do Amapá, Fernando Nascimento, representante do Ministério da Saúde, Arnaldo Ballarini, o promotor do Ministério Público, Luiz Pedrosa e representantes do Governo do Estado. Eles formaram a Mesa de Negociação que discutiu os pontos de interesse da cada lado que dependia somente da decisão da classe. O presidente do Sindicato antecipou que as propostas acertadas em comum possivelmente seriam aceitas.
“Os médicos plantonistas retornam de imediato, essa conversa foi importante para que os acertos sejam feitos”, disse o presidente do sindicato dos Médicos, Fernando Nascimento. O governador Camilo Capiberibe acredita que a negociação atende as expectativas do Governo e da categoria. “A maior divergência era a relacionada ao pagamento desvinculado de salário e plantões, mas chegamos a um consenso de acordo com as possibilidades reais. Não dá pra se comprometer sem a certeza de cumprimento. A conversa foi boa para ambas as partes e principalmente para a população”, disse o governador.
Em comum acordo foram aprovadas as seguintes propostas para serem cumpridas pelo GEA e classe médica:
• Defender a legalidade na prestação do serviço médico e pleno cumprimento das escalas de plantão;
• Contratualizar a sobrejornada (Plantões Extras), na forma da Lei, com reavaliação dos critérios ora vigentes e, em necessário sendo, adoção de projeto de lei com os devidos ajustes, a ser definida em mesa de negociação;
• Avaliações continuadas das condições de trabalho (estrutura física, equipamentos, materiais cirúrgicos, medicamentos) corrigindo distorções existentes;
• Pagamento dos Plantões, cumpridos até o dia 20(vinte), realizados no ultimo dia útil do mês em curso, ou seja, 2/3(dois terços) dos dias trabalhados e 1/3(um terço) restante até o quinto dia útil do mês subseqüente com tolerância até o dia 10(dez);
• Estabelecimento de mesa permanente de negociação para acompanhar o cumprimento do acordo e discutir, analisar e verificar o escalonamento do PISO FENAM, sem o compromisso ou obrigação de sua implementação, condicionado ao prévio acordo entre as partes, com garantia da realização de, pelo menos, uma reunião por mês;
• Readmissão, com o pedido de reconsideração de todos os médicos que solicitaram exoneração e garantia de ausência de qualquer tipo de retaliação contra qualquer médico, funcionários e o governo do Estado.
• Manutenção do monitoramento dos plantões, com revisão dos métodos de controle.
• Cumprimento da carga horária do vínculo contratual.
• Elaboração das escalas de plantões, de acordo com a necessidade do serviço, obedecendo também os critérios profissionais.
• Retorno imediato dos médicos aos seus postos de trabalho, incluindo o cumprimento das escalas de plantão.
Os médicos plantonistas voltam agora para os hospitais de rede pública estadual.
Mariléia Maciel

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O povo vai se decepcionar”, diz Romário sobre CPI do Cachoeira

Da mesma maneira como “vestiu à vera” as camisas dos times e da Seleção Brasileira, o deputado Romário (PSB-RJ) resolveu assumir oficialmente o figurino de político. Admite que até acostumou com o terno, algo impensável para alguém conhecido pelas chuteiras, meiões ou sandálias de dedo. Mantém, contudo, a língua afiada e critica a CPI mista do Cachoeira: “Mais uma vez, o povo vai se decepcionar, com certeza”, disse, em entrevista exclusiva ao Correio.
Durante papo de quase 45 minutos (um tempo inteiro de futebol fora os acréscimos), reclamou que não tem espaço no PSB — “a minha relação com eles é zero” — jurou que está apaixonado por Brasília — “você pode até não acreditar porque às vezes eu também não acredito nas pessoas” —, mas mantém ressalvas quanto às baladas sertanejas: “Estou acostumando, não me dói tanto quanto no início”.
Apesar de aparecer em terceiro lugar em uma pesquisa avulsa para a prefeitura do Rio de Janeiro, afirma que ainda não pensa em política pós-2014. Disse que a grande motivação para candidatar-se foi o nascimento de sua filha, Ivy, portadora da síndrome de Down. E avisou: “Eu penso em lutar muito nestes últimos dois anos por essas causas que eu acredito”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
Paulo de Tarso Lyra – Correio Braziliense

Alvorada e homenagens dão início à programação do Centenário do ex-governador Janary Gentil Nunes

Alvorada e homenagens na Fortaleza de São José de Macapá na manhã desta sexta-feira, 1º, marcaram o resgate da história do ex-governador Janary Gentil Nunes. O evento faz parte da programação do projeto em comemoração ao seu Centenário.
A diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), Ivana Antunes, que representou o governador Camilo Capiberibe, comenta sobre o evento dizendo que foi um momento simbólico marcado na história do Amapá. “É um orgulho podermos, através do governo do Estado, resgatar esse legado que servirá como exemplo para toda a história do desenvolvimento do Amapá. É uma homenagem que marca o legado de uma pessoa pública”, ressalta.
Alice Nunes, esposa do homenageado, mostrou satisfação em contribuir com a realização do projeto. “É uma honra poder contribuir de forma positiva para o desenvolvimento histórico do Estado do Amapá. Ao Governo do Estado do Amapá e a os todos que fizeram parte dessa homenagem fica a minha gratidão e apreço”, declarou.
Uma das conquistas mais importantes desse Centenário, a construção do Memorial Janary Gentil Nunes, terá pedra fundamental lançada às 16h, no Distrito de Fazendinha. O terreno foi cedido pelo governo do Estado, onde será construída uma ampla biblioteca.
Um dos filhos de Janary, Guairacá Nunes, diz que a união e o apoio de todos para o resgate de uma história foi importante. “Como membro da família digo que é um sonho realizado podermos compartilhar essa lembrança que ficou marcada na história do Amapá”, comenta.
Estiveram presente no evento a deputada federal Cristina Almeida; vereador Clécio Luiz, representando o senador Randolfe Rodrigues; o vereador Washington Picanço; historiadores e gestores estaduais.
Após a alvorada e homenagens na Fortaleza, foi celebrada uma missa em ação de graças ao Centenário, na Igreja de São José.
Além da Adap, as secretarias de Estado da Cultura, do Turismo, do Planejamento, Orçamento e Tesouro e Gabinete Civil do governo estão fazendo parte do grupo de trabalho para a realização do projeto.

Anselmo Wanzeller/Secom

Sessão especial faz parte das comemorações ao centenário de Janary Nunes

Uma sessão especial foi promovida na tarde desta sexta-feira, 1º de junho, na Câmara de Vereadores Palácio Janary Nunes, como parte da programação do governo do Estado em comemoração ao centenário do ex-governador Janary Gentil Nunes.
A programação contou com a participação de autoridades do Estado, familiares do homenageado e a sociedade em geral, que relembrou um pouco da trajetória do ex-governador.
A diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), Ivana Antunes, que representou o governador do Estado, Camilo Capiberibe, destacou a importância da realização desta homenagem ao ex-governador Janary Gentil Nunes, que representa um grande nome na história e na construção da cidade de Macapá.

“Para nós do governo do Estado esta comemoração em homenagem ao centenário de Janary Nunes é mais do que justa. É uma forma não apenas de relembrarmos o legado deixado por ele ao nosso Estado, mais também de mostrarmos para a nossa juventude um pouco da história da construção de nossa cidade. Edificada pelas mãos de um ex-governador que na época, ainda muito jovem, lutou com determinação para desenvolver o Estado”, declarou Ivana Nunes.
A esposa do homenageado, Alice Nunes, muito emocionada, agradeceu ao governo do Estado e aos parceiros pelo grande empenho dispensado na realização da homenagem que relembrou os grandes feitos deixados por Janary Nunes.
Durante a sessão, foi realizado o lançamento de um quadro do artista plástico Herivelton Maciel, que traz pintado em tela a imagem do ex-governador.
“Eu, como amapaense, jamais poderia ficar alheio ao legado de Janary Nunes. Hoje, em seu centenário, busquei retratar nesta tela toda a vivacidade de Janary Nunes, a franqueza que ele tinha e a força que todo homem governante daquela época determinava para si, com bravura, com reconhecimento e determinação para construir o melhor para o seu povo, e assim era Janary Nunes”, destacou Herivelton.
Durante a sessão estiveram presentes, além da diretora-presidente da Adap, a deputada estadual Cristina Almeida, vereador Clécio Luiz, o senador Randolfe Rodrigues, historiadores e gestores estaduais.
Karla Marques/Secom

Em entrevista ao Diário do Amapá, senador Randolfe Rodrigues abre o jogo

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) abriu o jogo em longa entrevista que deu ao jornal Diário do Amapá, cuja versão online já está no ar aqui . Peço licença ao Diário do Amapá para reproduzir a entrevista.
Alexandro Colares

Leia:
Diário do Amapá – O senhor é um dos principais interlocutores na imprensa nacional sobre a CPI do Cachoeira. Essa exposição não lhe preocupa?
Senador Randolfe Rodrigues –
Uma das razões que levaram o povo amapaense a me designar para o Senado foi o que eu chamo de recuperação da auto-estima de ser amapaense. É meu dever cumprir essa tarefa com amor, dedicação e sem medo. Minha condição como único senador do Psol, que tem relação independente dos blocos políticos do país, me dá autonomia necessária para ir fundo nas investigações envolvendo os principais agentes públicos da República, comprometidos com interesses privados e, no caso desta CPMI, também envolvidos com esquemas de contravenção. A posição política de indepedência faz com que sejamos mais procurados pela imprensa nacional.

Diário – Mas essa atuação junto a uma CPMI que envolve os dois grandes blocos de poder no Brasil, não pode prejudicar as suas articulações para trazer recursos e benefícios para o Amapá?
Randolfe -
Aprendi que em Brasília você vale mais quanto mais respeito conquista. O que o povo deve esperar de seus representantes em Brasília é, primeiro, que eles não o decepcione e, segundo, que ele seja respeitado. Não serão aqueles parlamentares submissos aos interesses de grandes grupos, aos interesses dos grandes partidos, sem voz ativa que conquistarão alguma coisa para o Amapá.

Diário – O senhor não teme retaliações?
Randolfe -
Minha vida pública é escancarada e do conhecimento de todos. Não tenho medo.
Diário – Ficou um pouco confuso na opinião pública o motivo da vinda do ministro Paulo Bernardo…
Randolfe -
Vamos deixar bem claro as duas questões. A ação de fibra ótica com a Guiana Francesa é uma ação do GEA com participação dogGoverno federal e isso tem sido pouco divulgado. O governo federal vai fazer uma obra de iluminação do cabo de fibra ótica que já existe da Eletronorte, entre Macapá e Calçoene. A Guaiacom, que é uma empresa de comunicação francesa, vai trazer a fibra ótica de Caiena até São Jorge. O GEA entrou concedendo uma isenção fiscal de 16 milhões para a OI, para que esta faça uma obra entre Calçoene e Oiapoque. Se eu fosse o governo do estado eu teria receio de conceder isenção fiscal, eu pensaria duas vezes antes de fazer isso, de qualquer forma esta foi uma decisão do GEA, foi a estratégia que ele achou melhor para viabilizar a BL de fibra ótica.

Diário – Por que o senhor não faria acordo com a OI?
Randolfe –
Eu não acredito que isenção fiscal para as grandes operadoras de internet no Brasil seja o melhor caminho. Porque veja: 68% do mercado de internet no Brasil estão concentrados nas mãos de oito provedores. Desses oito provedores nenhum tem capital nacional, todos são com capital estrangeiro. Só 22% do mercado de internet está na mão de pequenos provedores brasileiros. A estratégia do governo federal tem sido o inverso disso, tem sido de apoiar os pequenos provedores que geram empregos, que tem capital nacional, que agregam valor e estão aqui. E foi por isso que o Ministro veio aqui, ele veio por causa do PNBL essa foi a primeira razão. O setor de telecomunicações é tão estratégico para o Estado brasileiro e para a economia nacional que ela não pode ficar na reles dependência do mercado. Durante a década de 90, o governo Fernando Henrique privatizou todo o setor de telecomunicacões cometendo um crime de lesa pátria. privatizou a Embratel. Vendeu, ou melhor, deu de graça dois satélites. Agora o governo federal retomou o papel da Telebras, e está construindo um novo satélite brasileiro. O Brasil tem que ter autonomia neste mercado e no da internet que é um direito básico de terceira geração. Não pode ficar na mão do mercado internacional, porque este só visa o lucro. Não acho correto um estado pobre dá 16 milhões para uma empresa privada. Para uma das empresas com capital internacional mais rico do planeta. Não acho que podemos nos dar o luxo de abrir mão de receita de ICMS nessa ordem. Não acho que a OI seja pobre o bastante para receber esta isenção e não acho que o Amapa seja rico o bastante para concede-la.
Diário – E qual o interesse da OI? Uma empresa multinacional só faz um acordo desse se obtiver lucro? Sendo o mercado amapaense pequeno, por que este interesse em passar a fibra ótica pelo Amapa?
Randolfe –
Ora, esta patente neste acordo só a OI vai ganhar. Veja, a OI vai ganhar uma isenção fiscal, se vincula à Guiana Francesa e vai ser o primeiro provedor em aliança com a concessionária Guaiacom. Será a primeira concessionária com atuação no Brasil a ter contato com o cabo América 2, que é o cabo de internet que vem dos EUA e que daqui se ligará a Fortaleza – CE. Além disso terá contato daqui a dois anos com o Linhão de Tucurui que lhe dará acesso ao mercado nacional. Isso gastando o que? Nada.

Diário – Qual a posição do governo federal sobre o acordo de isenção fiscal firmado entre um estado como o Amapá e uma operadora como a OI?
Randolfe –
O governo federal é contra. A Telebrás tem apostado em dialogar com os grandes e pequenos provedores, mas a partir de uma outra perspectiva, que é contrária a concessão de isenção fiscal para a expansão da banda larga no Brasil.

Diario – Então, como se explica a vinda do ministro Paulo Bernardo para a assinatura desse acordo do GEA com a OI?
Randolfe –
A Telebrás tinha conhecimento dessa isenção, mas o ministro me disse que não tinha conhecimento dessa parte do acordo até lá. De qualquer forma, nós vivemos numa República Federativa e a União respeita os entes federativos. Ficaria indelicado por parte do ministro não participar. Mas, ficou claro que a vinda do ministro se deu por conta da estratégia de expansão via Telebrás.

Diário – Durante o evento no Museu Sacaca, estava programada uma conferência ao vivo entre o ministro Paulo Bernardo e uma família do bairro São Lázaro, primeira a ser beneficiada com o PNBL. Uma falha na comunicação fez com que o governador Camile determinasse o prosseguimento do evento. Essa falha reforça a idéia de que a internet via rádio é inferior?
Randolfe -
Primeiro um reconhecimento, a internet via fibra ótica é de melhor qualidade. O questionamento que faço é da forma como foi feito. As informações que tenho da Telebrás e do provedor local é que a transmissão que iria ser feita foi testada e estava ótima. Não quero acreditar que tenha havido alguma atitude pequena, com as aspas devidas a esse termo. Queremos a fibra ótica, mas a transmissão a rádio que está sendo feita via Telebrás já possibilitará duas coisas: a melhoria na oferta e que pessoas de baixa renda possam ser atendidas. A transferência de rádio está valendo agora; a obra da fibra ótica ainda está em curso. Além do mais, a fibra ótica vira, sem custos para o estado, com o Linhão de Tucuruí.

Diário – Há 40 dias os professores do estado estão em greve. O senhor é um parlamentar do PSOL e o presidente do Sinsepap um filiado ao PSOL Qual sua posição sobre esta greve?
Randolfe –
Eu faço questão de separar as atitudes do filiado ao Psol Aroldo Rabelo das atitudes dele como presidente do sindicato. O partido não tem intervenção sobre o sindicato, e o inverso disso ao longo da história foi um dois maiores erros que a esquerda cometeu, tentar tutelar entidades sociais.
Diário – O senhor acha justa a reivindicação dos professores?
Randolfe -
Acho mais do que justa. Não divirjo em relação ao mérito. Até que a proposta do governo é razoável e poderíamos até ter construído uma mediação com base nela. A minha divergência central é na forma. Não se trata uma greve de professores criminalizando-a, principalmente num governo de esquerda. É vergonhoso tratar uma greve, qualquer que seja ela, com ataques nas redes sociais, com notas pagas na televisão, com atitudes de intimidação.

Diário – O governo tem argumentado que essa é uma greve política, com interesses de partidos políticos motivando-a.
Randolfe -
Essa tese não tem pé nem cabeça. Se a greve é política, então seria politizada pelo Psol, porque o presidente é filiado. Eu estava no ato, ao lado do ministro e do governador quando os professores se manifestaram em frente ao Museu Sacaca. Os professores não pouparam nem a mim. O governador foi vaiado e eu fui vaiado também por estar lá. E eu não acho que estava errado em estar lá, porque estava investido da função de Senador cumprindo um papel institucional. Se a greve fosse tutelada por mim se justificaria eu ter sido vaiado e hostilizado? Greve é um direito social dos trabalhadores. A esquerda lutou contra a Ditadura durante 20 ano para essa conquista, o que custou a vida de muitos brasileiros. Não fica bem pra quem outrora lutou por esse direito, criminalizá-lo hoje.

Diário – Como o senhor resolveria essa greve?
Randolfe -
Dialogando excessivamente.

Diário – O governo também argumenta que herdou o estado endividado e que não tem condições de atender ao pleito dos professores.
Randolfe -
A argumentação do estado é correta. O governo herdou um estado de calamidade pública. Até concordo com a argumentação do governo de que o estado não tem condições financeiras. O que não concordo é com a forma de tratar o movimento. O governo tem que esgotar o diálogo, não pode tomar uma posição como essa: “só volto a conversar quando vocês voltarem para a sala de aula”.

Diário – Então, na sua avaliação a manutenção da greve se deve a má condução política?
Randolfe -
Total ausência de condução política. Aliás, quem está dando condução política pelo GEA nesse caso só pode ter acordo com a oposição.

Diário – Mas, os pais de alunos estão reclamando dos prejuízos com a reposição de aulas. Como o senhor avalia isso?
Randolfe -
Qualquer greve é uma medida extremada, mas é um direito social dos trabalhadores. Tenho certeza de que os professores terão a responsabilidade de repor as aulas. Uma greve não é boa pra ninguém, e essa está desgastando tanto o governo quanto o sindicato. Enquanto insistirem nessa ladainha tosca e autoritária de que a greve é política, o problema não será solucionado.

Diário – O promotor Afonso Guimarães, por ocasião da Operação Eclésia, disse que depois da Operação Mãos Limpas o esquema de corrupção continua na Assembléia Legislativa.
Randolfe -
Primeiro temos que saudar todas as ações do Ministério Público. Esse país seria menos republicanos se não tivéssemos o MP, com os poderes que tem, concedidos pela Constituição de 88. Sou fã número 1 do MPF, da Procuradoria da República e dos MPs estaduais. Sou defensor de suas prerrogativas e de suas atribuições e serei veementemente contrario, a qualquer tentativa que venha do parlamento para diminuir as atribuições dos MPs e do papel que eles exercem.
Operações do MP devem ser respeitadas, não podem ser desqualificada. Se o MP esta investigando é porque tem razões para investigar. Espero que em decorrência desta operação ninguém ouse tomar nenhuma medida de represália e de limitação ao exercício do MP.

Diário – Mas, após a Operação Eclésia a ALAP aprovou a CPI do MP.
Randolfe -
Errado e condenável. Seria a mesma coisa se o Carlos Cachoeira, depois de preso, processase o MPF. Não tem cabimento o investigado tentar represar o investigador. Isso é um atentado ao estado democrático de direito.

Diário – O senhor tem tido acesso aos resultados da investigação do MP?
Randolfe -
Eu tenho tido acesso extra-oficialmente às informações que são de conhecimento público. Uma delas é sobre gastos com a verba indenizatória, que é uma prerrogativa do parlamentar. Mas, a Constituição é clara em definir o vencimento do parlamentar estadual na ordem de dois terços do vencimento de um parlamentar federal. Aqui estão acima do valor estipulado pela CF e daqui a pouco serão objeto de ação direta de inconstitucionalidade por parte da Procuradoria da Republica. E já antecipo, o STF vai dar razão a Procuradoria Geral da Republica porque esta evidente que a verba indenizatória da ALAP está fora da realidade constitucional.
Diário – Há boatos de que o senhor não se manifesta porque a ALAP npoderia abrir a pasta de Randolfe enquanto deputado, como se o senhor estivesse no bolo dos demais.
Randolfe -
Já deveriam ter aberto e exposto publicamente. Eu tenho ampla consciência de tudo que fiz no exercício do mandato parlamentar, e tenho consciência dos passos que dei dentro da vida pública. Em relação aos meus dados nada temo, eu não tenho nenhum sigilo quanto à minha vida pública, quem quiser investigar a minha ação profissional seja como professor, seja outrora como assessor da juventude durante os dois governos de João Capiberibe, seja como deputado estadual durante sete anos estou a disposição para ser investigado. Está à disposição também todo o meu sigilo bancário. Tenho muito orgulho da minha passagem pela ALAP em duas condições, a primeira como deputado estadual a segunda lotado como assessor do deputado Ruy Smith, que muito me orgulha por ter sido um dos parlamentares mais combativos daquela casa.

Diário do Amapá

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Senador do Amapá presente na III Marcha Nacional Contra a Homofobia


                            Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
Redação Pará Diversidade- 16/05/12
A Esplanada dos Ministérios de Brasília foi palco, nesta quarta-feira (16), da 3ª edição da Marcha Nacional Contra a Homofobia. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), teve como tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização”, focando assim as reivindicações do segmento quanto à educação para a diversidade sexual e a aprovação do PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia.
A marcha reuniu aproximadamente 800 pessoas de vários estados do país, dentre representantes do movimento social, de entidades de classe, de sindicatos e de setoriais LGBT de partidos, além de estudantes universitários. Estiveram presentes também parlamentares aliados e o grupo “Mães pela Igualdade”, que congrega mães que atuam na luta contra a discriminação sofrida por seus filhos LGBT.
Um dos pontos emocionantes da marcha foi a leitura da “Carta às Mães e Pais Brasileiros”, do grupo Mães pela Igualdade. A mensagem buscava sensibilizar todos os pais e mães do país a refletir sobre uma realidade vivenciada pelas mães que compõem o grupo: a impotência e dor de ter um filho vítima da humilhação, ofensa, agressão e assassinato motivados por homofobia. “Algumas de nós carregamos no peito essa cicatriz. Por isso pedimos que cada pessoa que está lendo essa carta se pergunte: ‘e se meu filho ou filha fosse gay, lésbica, travesti ou transexual?’ Compreenderia, então, a insegurança em que nós, mães de pessoas homossexuais ou trans, vivemos cada vez em que nossos filhos e filhas saem às ruas”, dizia um trecho da carta lida.
Ao fim da marcha, estiveram presentes Chico Alencar Deputado federal (PSOL-RJ) o Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). O senador e os Deputados ressaltaram ter, naquele momento, acabado de sair da cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, relacionando o tema com a luta pelos direitos LGBT, pois os dois representariam o combate ao obscurantismo e à intolerância no país. Jean Wyllys reafirmou o compromisso da Frente Parlamentar LGBT, a qual coordena, com as reivindicações do segmento. (http://paradiversidade.com.br/2010/?p=8167)
 Deputado federal Chico Alencar PSOL/RJ,Senador Randolfe Rodrigues PSOL/ AP e Toni Reis Presidente  da ABGLT.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Clécio Luís é contra o aumento de vagas para vereadores

“O povo não quer mais vereadores. O povo quer vereadores que cumpram seu papel”, afirmou o vereador Clécio Luís -PSOL/AP durante a sessão desta terça-feira, 22, na Câmara de Macapá. Na sessão foi aprovada a alteração do art. 168 da Lei Orgânica do Município que passa de 16 para 23 o número de vereadores em 2013.
Segundo Clécio, a votação sobre o aumento de vereadores foi decidida em junho de 2011, quando os parlamentares da CMM votaram a favor do aumento. Nesta sessão o vereador Clécio Luís não estava presente, pois representava a Câmara de Macapá na Assembleia Geral dos professores municipais.
Após a aprovação do projeto de emenda à Lei Orgânica 032/2011 que altera o número de vereadores, o Tribunal Regional Eleitoral – TRE constatou que a redação não estava clara. Para Clécio, este foi o momento que a sociedade interagiu e se posicionou contra o número de vagas. “A população tem todo o direito de participar, ainda mais com toda essa crise política e de gestão acontecendo no município. É importante que o povo opine”, diz Clécio Luís.
Ainda em seu discurso, Clécio afirmou que é necessário que a Câmara de Macapá ceda à opinião pública, já que houve participação massiva da sociedade sobre o projeto. Na quinta-feira, 17, diversas organizações sociais protocolaram um abaixo assinado com mais de 2 mil assinaturas contra o aumento de vereadores. O documento foi entregue em cada gabinete com a intenção de sensibilizar os parlamentares.

Danielly Salomão
Assessoria de Comunicação do Vereador Clécio Luís