“Não existe qualquer ilicitude por parte do governador Tião Viana
ao conversar com o governador de Sergipe em favor dos empresários que
trabalham pelo desenvolvimento do Acre”, disse o secretário Leonildo
Rosas.
Ao investigar secretários de estado, empreiteiros e servidores públicos
envolvidos com um grupo de sete empresas de construção civil que atuavam
em conjunto para fraudar licitações de obras públicas no Acre, a
Polícia Federal interceptou um telefonema do governador Tião Viana (PT)
para o empreiteiro João Francisco Salomão, ex-presidente da Federação
das Indústrias do Acre (Fiac). O empresário foi preso pela Polícia
Federal na sexta-feira (10), juntamente com outras 14 pessoas, por
ordem da desembargadora Denise Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre,
durante a Operação G-7.
A reportagem obteve uma cópia da representação de 409 páginas
apresentada à desembargadora pela Polícia Federal para que fossem
decretadas prisões preventivas, expedição de mandados de busca e
apreensão e de condução coercitiva, bloqueio de bens (congelamento de
conta correntes) e compartilhamento de provas da Operação G-7.
No documento, quando trata das “linhas de crédito para capital de
giro para as empresas do cartel’, consta o áudio e as transcrições de
ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal com autorização
judicial.
As chamadas evidenciam a proximidade que as empresas do cartel têm
com o poder público estadual. Na chamada de índice 5175762 o empreiteiro
João Francisco Salomão recebe ligação do governador Tião Viana
informando a possibilidade de o Banco do Estado de Sergipe emprestar
dinheiro sem as garantias da obra, e sem as amarras do Banco do Brasil,
do Banco da Amazônia (Basa) e da Caixa.
O governador diz que fará a mediação entre Francisco Salomão, o
presidente da Fieac, Carlos Takashi Sasai, e o presidente da Federação
do Comércio (Fecomercio), Leandro Domingos, o secretário da Fazenda,
Mâncio Cordeiro, e o presidente do Banco do Estado de Sergipe. Tião
Viana afirma que a operação se dará via Fieac, com a Secretaria da
Fazenda atestando os contratos, juntamente com as secretarias de
Planejamento e de Obras. O presidente da Fieac é outro réu preso
durante a Operação G-7.
A conversa aconteceu às 8h56 da manhã de 12 de janeiro e durou 2m38s.
O governador, que estava passando férias com a família, diz que “aqui
tá uma maravilha, estou adorando Sergipe, lugar lindo”. Salomão informa
ao governador que o capital de giro iria dar outro ritmo às obras.
Posteriormente, Salomão conversa sobre o assunto com Carlos Afonso
Cipriano, que também é réu preso, e diz que precisaria de uma reunião
com o secretário da Fazenda e com o presidente da Fieac.
O secretário de Comunicação do governo do Acre, Leonildo Rosas, foi
consultado pela reportagem, que lhe repassou o conteúdo das transcrições
da Polícia Federal onde aparece o governador Tião Viana.
- Não existe qualquer ilicitude por parte do governador Tião Viana ao
conversar com o governador de Sergipe em favor dos empresários que
trabalham pelo desenvolvimento do Acre. A vida do governador é uma
trajetória transparente e ética. Ele não vai se curvar a qualquer tipo
de chantagem. O combate à corrupção tem sido a marca principal do
governo do Acre desde que ele assumiu o mandato. As ações que já foram
tomadas de combate à corrupção em dois anos e cincos meses atestam a
idoneidade do governador e sua equipe – disse Rosas.
Veja o teor da transcrição que a
PF fez da conversa do governador Tião Viana com o empresário Francisco
Salomão, que é vice-presidente da Fieac:
GOVERNADOR: SALOMÃO, tudo bem?
SALOMÃO: Bom dia governador, tudo bem?
GOVERNADOR: Tudo bem.Tudo bem? Como é que estão as coisas aí?
SALOMÃO: Tá(sic) bem.
GOVERNADOR: Eu tô(sic) de folga, tirei… treze dias de folga tô(sic)
voltando quarta, aí tô(sic) em Sergipe, estava conversando com o
governador aqui, eles tem uma coisa muito interessante que é o banco do
Estado deles…
SALOMÃO: Hã.
GOVERNADOR: Eles emprestam dinheiro como a gente queria, sem a
garantia da obra, sem necessitar daquelas amarras do Banco do Brasil, do
Basa e da Caixa, lembra? Que a gente vinha tratando?
SALOMÃO: Lembro…pô governador se o senhor conseguir, o senhor dá outro ritmo…
GOVERNADOR: Então, eu já falei com o secretário da Fazenda aqui e aí,
eu…segunda-feira, eu quero que você, o SASAI, aí é… e o LEANDRO
conversem com… vão com o MANCIO que aí ele vai ligar pra ele eu já foi
fazer a mediação dos dois…pra vocês virem aqui pra tratar da operação de
crédito com ele, o secretário da fazenda e a presidente do banco, pra
ver quais são…qual modelo, mas via Federação das Indústrias, né?
Mediando tudo, indicando, pode ser?
SALOMÃO: Pode…
GOVERNADOR: Com a secretaria da fazenda atestando os contratos tudo (inaudível) planejamento….de obra.
SALOMÃO: Governador se o senhor vai… o senhor fazer (sic)…. se o
pessoal não tá com carteira de obra e sem capital de giro, eu sei por
que eu passei por …. de todo mundo.
GOVERNADOR: É, então, exatamente…
SALOMÃO: Aí vai dar outro ritmo a essas obras, capacidade os caras têm, mas… sem capital…
GOVERNADOR: Então, tu fala com SASAI e com LEANDRO que aí
segunda-feira eu vou programar pra vocês sentarem juntos com MÂNCIO e o
TINEL pra irem ver isso, tá(sic) bem?
SALOMÃO: Tá ótimo, muito obrigado.
GOVERNADOR: Aí eu ponho vocês na linha, vai dar certo aí, eles já estão fazendo aqui muito bem.
SALOMÃO: Tá e qualquer coisa aí, eu sou muito amigo aí do presidente, o EDUARDO…
GOVERNADOR: Exatamente, tudo já pode ir falando com ele se quiser, mas já está bem encaminhado, tá?
SALOMÃO: Eu falo com o presidente da federação, governador… sou muito amigo do EDUARDO aí, se você quiser alguma coisa aí que…
GOVERNADOR: Não aqui tá uma maravilha, estou adorando Sergipe, lugar lindo. Agora me diz uma coisa. E o Into, tá(sic) indo bem?
SALOMÃO: Tá(sic) indo bem, apesar de tá(sic) chovendo demais, mas
tá(sic) avançando…inclusive até hoje, já pode vir pra cá vindo de lá,
né?
GOVERNADOR: Eu… segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira nós vamos visitar…um abraço!
SALOMÃO: Outro, até mais!
Conversa do vice-presidente da Fieac com o empresário Carlos Afonso:
CARLOS AFONSO: fala chefe.
SALOMÃO: hein Carlos.
CARLOS AFONSO: oi.
SALOMÃO: eee, só queria reforçar o seguinte. Eu não vô taí. Tô
viajando de madrugada e volto na terça. E o governador me ligou. Pediu
pra fazer reunião com o Mancio segunda-feira, certo!? E tai o Sasai né,
depois ele conseguiu falar com o Sasai. O Sasai já tá sabendo. E e e
saiu o Leandro. Eu acho importante você levar o Leandro né.
CARLOS AFONSO: o Leandro, o Leandro da do comércio?
SALOMÃO: é do Fecomércio.
CARLOS AFONSO: isso. Vamos fazer o seguinte. Vamos se encontrar mais
tarde pra gente conversar melhor (inaudível). SALOMÃO: o problema, o
problema que eu tô te passando que eu tô, eu tô indo pra um negócio aqui
e não sei que horas que eu volto né. CARLOS AFONSO: a hora que tu
voltar, a noite, a gente conversa.
SALOMÃO: tá, mas só, só pra você ficar ciente. Então você tinha que
ir com o Sasai lá e ficar em cima. Que eu vejo o Sasai meio descrente
(sic) com esse negócio do governador e eu acredito que o governador tá
preocupado com isso.
CARLOS AFONSO: tá.
SALOMÃO: ele pediu. Conseguiu lá ver lá no estado dele lá… no estado
do Sergipe onde o governo é através de um fundo dum banco ele faz o
(inaudível) das empresas por obra né.
CARLOS AFONSO: hum.
SALOMÃO: então a gente tinha que bater em cima disso aí que é um negócio que a gente vem brigando o tempo todo né.
CARLOS AFONSO: tá bom.
SALOMÃO: mais tarde eu te ligo… (inaudível) a gente senta aí.
CARLOS AFONSO: tranquilo.
SALOMÃO: tá bom.
Empresas que formavam o cartel
Construterra Construção Civil Ltda, de propriedade de Adriano e
Fabiano Sasai, ambos filhos do administrador de fato da empresa, Carlos
Takashi Sasai, presidente da Fiec, Eleacre Engenharia Ltda, de João
Francisco Salomão, ex-presidente e atual vice-presidente da Fieac; Ábaco
Engenharia Construções e Comércio Ltda, de Sérgio Yoshio Nakamura;
Albuquerque Engenharia Importação e Exportação Ltda, de João Braga
Campos Filho; MAV Construtora Ltda, de José Adriano Ribeiro da Silva;
Etenge Empresa de Engenharia em Eletricidade e Comércio Ltda, de Sérgio
Tsuyoshi Murata; e Engecal Construções Ltda-EPP, de Vladimir Câmar Tomas
e Jorge Wanderlau Tomas.
Além do G-7 existem indicíios, segundo a PF e a desembargadora Denise
Bonfim, de que outras empresas também passaram a integrar o cartel: CIC
Construção e Pavimentação, de Narciso Mendes de Assis Junior; Adinn
Construções e Comércio – Eirele, de Carlos Afonso Cipriano dos Santos;
Vectra Ltda -EPP, de Assurbanipal Barbary de Mesquita; e Cerâmica São
Jorge, de Raimundo Nonato Soares Damasceno.
Desembargadora lista as formas de atuação da possível organização criminosa
1. Quando não vencedora do processo licitatório, procuram desclassificar a empresa vencedora pela Comissão de Licitação,
2. Mediante acertos prévios, onde um colaborado de confiança do grupo
elabora as planilhas, já com ajuste prévio de qual empresa será a
vencedora do certame, ou seja, aquela que apresentar menor preço,
3. Consiste no assédio realizado entre a empresa não contemplada com a
empresa vencedora da licitação, para que ocorra desistência desta,
situação essa que só ocorre quando não há ajuste prévio com empresas que
não participam do G-7.
Lista de réus presos pela Polícia Federal
Carlos Takashi Sasai – presidente da Fieac
João Francisco Salomão – vice-presidente da Fieac
Carlos Afonso Cipriano – empresário
Assuranipal Barbari de Mesquita (empresário e Secretário Adjunto de Desenvolvimento e Gestão Urbana de Rio Branco)
José Adriano Ribeiro da Silva (empresário)
Marcelo Sanches de Menezes (servidor público)
Sérgio Yoshio Nakamura (empresário)
Vladimir Camara Tomas (empresário)
Gildo Cesar Rocha Pinto (diretor-presidente do Departamento de
Pavimentação e Saneamento do Acre, casado com prima do governador)
Wolvenar Camargo Filho (secretário de Obras)
Aurélio Silva da Cruz (ex-secretário de Habitação e ex-superintendente da Caixa)
João Braga Campos Filho (emrpesário)
Narciso Mendes de Assis Junior (empresário)
Sergio Tsuyosh Murata (empresário)
Tiago Viana Neves Paiva (diretor de Análise Clínica da Secretaria de Saúde, sobrinho do governador)
—
Fonte: Terra Magazine
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
CNJ aprova resolução que obriga cartório a celebrar casamento gay em todo o país
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou nesta terça-feira
(14) uma resolução que determina que cartórios civis sejam obrigados a
celebrar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Diz o artigo 1º da
resolução: "É vedada às autoridades competentes a recusa de
habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união
estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo". O texto da medida
diz que os cartórios também não podem se recusar a aconverter união
estável homoafetiva em casamento civil. A medida vale para todos os
cartórios do país.
A decisão acontece dois anos após esse tipo de união ter sido aprovada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A decisão acontece dois anos após esse tipo de união ter sido aprovada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Em caso de recusa do cartório, a medida prevê que o caso seja
levado imediatamente para análise do juiz corregedor do respectivo
Tribunal de Justiça. A medida passará a valer a partir da sua publicação
no Diário de Justiça, ainda sem data para acontecer, mas que pode ser
nos próximos dias. A decisão, no entanto, poderá ser questionada no
Supremo.
"O conselho está aqui removendo obstáculos administrativos de uma decisão do Supremo que é vinculante [válida para as demais esferas do Judiciário]", afirmou o presidente do STF e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, autor da resolução.
O magistrado argumentou que a medida é necessária para garantir o cumprimento do princípio de igualdade entre os sexos. "Essa questão em torno da igualdade foi o cerne da decisão do Supremo", disse. Segundo ele, cartórios em alguns Estados têm se recusado a fazer a conversão.
"O conselho está aqui removendo obstáculos administrativos de uma decisão do Supremo que é vinculante [válida para as demais esferas do Judiciário]", afirmou o presidente do STF e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, autor da resolução.
O magistrado argumentou que a medida é necessária para garantir o cumprimento do princípio de igualdade entre os sexos. "Essa questão em torno da igualdade foi o cerne da decisão do Supremo", disse. Segundo ele, cartórios em alguns Estados têm se recusado a fazer a conversão.
A aprovação da resolução do CNJ foi aprovada por maioria (14
votos a 1). A conselheira Maria Cristina Peduzzi foi a única que votou
contra alegando que caberia ao Legislativo regular a medida. Para
Barbosa, seria um "contrassenso" que um projeto de lei regulasse uma
decisão já tomada pelo STF.
O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino, embora não vote, também se posicionou contrário à proposta justificando que a decisão do STF era favorável à união estável e não ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O conselheiro Gilberto Martins observou também que, apesar de o Supremo ter aprovado por unanimidade a celebração de união homoafetiva no STF, três ministros (Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Gilmar Mendes) se posicionaram contrários à aprovação do casamento civil, dizendo que as ações sob análise diziam respeito à união estável.
O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino, embora não vote, também se posicionou contrário à proposta justificando que a decisão do STF era favorável à união estável e não ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O conselheiro Gilberto Martins observou também que, apesar de o Supremo ter aprovado por unanimidade a celebração de união homoafetiva no STF, três ministros (Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Gilmar Mendes) se posicionaram contrários à aprovação do casamento civil, dizendo que as ações sob análise diziam respeito à união estável.
Conheça os países onde o casamento gay é autorizado
Pistoleiro para prefeita: “Só não vou lhe matar porque não me pagaram”
Ameaçada em telefonemas de um homem que se identificou como um
assassino profissional do Rio Grande do Norte, Maria Lucimar, conta que o
pistoleiro não teria feito o serviço porque não recebeu R$ 30 mil e por isso declinou até o nome do mandante.
A prefeita do município de Calçoene Maria Lucimar Lima (PMDB) viveu momentos de medo, apreensão e pânico, na última quinta-feira (9). O dia da prefeita foi pontuado por uma série de ligações de um homem que se identificou como um assassino profissional contratado para mata-la.
Segundo contou a prefeita o homem não se reservou nem dar nome e sobrenome e até relatou o que seria sua própria ficha criminal. O pistoleiro profissional seria Francisco Alberto Augusto Fonseca, conhecido pelo apelido de “Beto” ou “’Roque”. Ele estaria foragido da penitenciária da cidade Pau de Ferro, no Rio Grande do Norte, há 16 anos e chegou ao Amapá contratado para assassiná-la.
Durante os telefonemas, o homem relatou à prefeita Lucimar, que estaria em Santana e deveria ter viajado até Calçoene para executar o contrato que seria executa-la, mas por não ter recebido o dinheiro combinado, decidiu procura-la e revelar todo o plano. O homem que se identificou como assassino, pediu que a prefeita depositasse numa conta bancária R$ 1,2 mil para que ele e um comparsa deixassem o Estado.
De acordo com a prefeita Maria Lucimar, em um dos telefonemas, o homem que se identificou como “Roque” chegou a relatar vários crimes que já teria cometido em sua “carreira” profissional. Entre os homicídios relatadas estariam testemunhas, autoridades judiciais, promotores e policiais. As conversas a deixaram em estado de choque.
“O homem chegou a dizer que eu era uma pessoa ‘abençoada’ porque continuaria viva e não seria mais alvo de seu ‘trabalho’. Ele foi muito frio ao dizer :‘só não vou te matar, porque não me pagaram”, contou ela a reportagem de A Gazeta por telefone ontem.
Para a delegada Carmem Cristina, as investigações levam em consideração que tudo pode ter sido um trote de pessoas má intencionadas com o objetivo de extorquir dinheiro da prefeita. Mas as demais linhas de investigação não estão descartadas.
Plano Frustrado
O homem que se intitulou como Francisco Alberto Augusto Fonseca, revelou em um dos telefonemas que seria contratado por um político amapaense para executar a morte da prefeita. Pelo serviço ele receberia o valor de R$ 30 mil. Para chegar em Santana, ele e um comparsa teriam recebido R$ 2 mil como sinal. Ao chegar à cidade deSantana, os dois criminosos não receberam a outra parte da negociação e não teriam conseguido mais contato nenhum com o mandante.
A prefeita Maria Lucimar, disse que o nome do político que teria encomendado sua morte foi citado pelo suposto assassino mas ela preferiu não revelar por orientação da Polícia. Para executar o trabalho a dupla iria até Calçoene e depois de estudar a rotina da prefeita iriam executa-la. Desde sexta-feira, Maria Lucimar está sob proteção do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Investigação
O que intriga é que uma rápida pesquisa na ficha criminal do nome dado pelo homem que falava ao telefone com a prefeita, constam diversos homicídios em diferentes lugares do Rio Grande do Norte e a informação que está foragido há mais de 16 anos, como o individuo afirmou, foi publicada inclusive no portal de informações G1. A história do pistoleiro envolve um confronto que teve com polícia no ano passado.
O número de telefone usado e a conta bancária, que o suposto pistoleiro informou a prefeita, também são do mesmo lugar de origem do Francisco Alberto Augusto Fonseca. A delegada Carmem Cristina levanta a suspeita de trotes para golpes ou para assustar a prefeita, mas não descarta nenhuma hipótese.
—
FONTE: JORNAL A GAZETA
A prefeita do município de Calçoene Maria Lucimar Lima (PMDB) viveu momentos de medo, apreensão e pânico, na última quinta-feira (9). O dia da prefeita foi pontuado por uma série de ligações de um homem que se identificou como um assassino profissional contratado para mata-la.
Segundo contou a prefeita o homem não se reservou nem dar nome e sobrenome e até relatou o que seria sua própria ficha criminal. O pistoleiro profissional seria Francisco Alberto Augusto Fonseca, conhecido pelo apelido de “Beto” ou “’Roque”. Ele estaria foragido da penitenciária da cidade Pau de Ferro, no Rio Grande do Norte, há 16 anos e chegou ao Amapá contratado para assassiná-la.
Durante os telefonemas, o homem relatou à prefeita Lucimar, que estaria em Santana e deveria ter viajado até Calçoene para executar o contrato que seria executa-la, mas por não ter recebido o dinheiro combinado, decidiu procura-la e revelar todo o plano. O homem que se identificou como assassino, pediu que a prefeita depositasse numa conta bancária R$ 1,2 mil para que ele e um comparsa deixassem o Estado.
De acordo com a prefeita Maria Lucimar, em um dos telefonemas, o homem que se identificou como “Roque” chegou a relatar vários crimes que já teria cometido em sua “carreira” profissional. Entre os homicídios relatadas estariam testemunhas, autoridades judiciais, promotores e policiais. As conversas a deixaram em estado de choque.
“O homem chegou a dizer que eu era uma pessoa ‘abençoada’ porque continuaria viva e não seria mais alvo de seu ‘trabalho’. Ele foi muito frio ao dizer :‘só não vou te matar, porque não me pagaram”, contou ela a reportagem de A Gazeta por telefone ontem.
Para a delegada Carmem Cristina, as investigações levam em consideração que tudo pode ter sido um trote de pessoas má intencionadas com o objetivo de extorquir dinheiro da prefeita. Mas as demais linhas de investigação não estão descartadas.
Plano Frustrado
O homem que se intitulou como Francisco Alberto Augusto Fonseca, revelou em um dos telefonemas que seria contratado por um político amapaense para executar a morte da prefeita. Pelo serviço ele receberia o valor de R$ 30 mil. Para chegar em Santana, ele e um comparsa teriam recebido R$ 2 mil como sinal. Ao chegar à cidade deSantana, os dois criminosos não receberam a outra parte da negociação e não teriam conseguido mais contato nenhum com o mandante.
A prefeita Maria Lucimar, disse que o nome do político que teria encomendado sua morte foi citado pelo suposto assassino mas ela preferiu não revelar por orientação da Polícia. Para executar o trabalho a dupla iria até Calçoene e depois de estudar a rotina da prefeita iriam executa-la. Desde sexta-feira, Maria Lucimar está sob proteção do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Investigação
O que intriga é que uma rápida pesquisa na ficha criminal do nome dado pelo homem que falava ao telefone com a prefeita, constam diversos homicídios em diferentes lugares do Rio Grande do Norte e a informação que está foragido há mais de 16 anos, como o individuo afirmou, foi publicada inclusive no portal de informações G1. A história do pistoleiro envolve um confronto que teve com polícia no ano passado.
O número de telefone usado e a conta bancária, que o suposto pistoleiro informou a prefeita, também são do mesmo lugar de origem do Francisco Alberto Augusto Fonseca. A delegada Carmem Cristina levanta a suspeita de trotes para golpes ou para assustar a prefeita, mas não descarta nenhuma hipótese.
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FONTE: JORNAL A GAZETA
Semed apresenta mascote e slogan do projeto “Todos Contra a Dengue”
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) divulga resultado do
Concurso Cultural de Slogan e Mascote para a Campanha Contra a Dengue 2013.
O concurso foi realizado entre as escolas municipais da área urbana da
Cidade de Macapá. A premiação foi um notebook para o aluno classificado
em 1º lugar e um televisor de 31 polegadas, para o aluno em 2º lugar.
A premiação para a escola selecionada em 1º lugar foi uma copiadora. Não houve 2º lugar. Os ganhadores receberão a premiação no dia 8 de junho, em local a ser definido.
O slogan e a mascote serão utilizados na cidade de Macapá, em campanhas televisivas em jornais, internet, folder, cartazes, banner, impressos e outras peças definidas pela Prefeitura Municipal de Macapá.
Ganhadores do Slogan
O 1º lugar, com o slogan “Juntos Somos uma Fortaleza Contra a Dengue”, ficou para o aluno Victor Jair Ramos Moreira, do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Bernadete Nascimento.
O 2º lugar, com o slogan “Mosquito da Dengue PROCURADO! Recompensa: Sua vida!”, ficou para a aluna Yasmin da Cruz Pereira do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Odete Almeida Lopes.
A Mascote
A proposta da aluna Alana Coelho, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Guita, será a cara da campanha, com a mascote “O Menino e o Pneu- Soldadinho Lutando Contra a Dengue”.
–
Anselmo Wanzeller – Asscom Semed
A premiação para a escola selecionada em 1º lugar foi uma copiadora. Não houve 2º lugar. Os ganhadores receberão a premiação no dia 8 de junho, em local a ser definido.
O slogan e a mascote serão utilizados na cidade de Macapá, em campanhas televisivas em jornais, internet, folder, cartazes, banner, impressos e outras peças definidas pela Prefeitura Municipal de Macapá.
Ganhadores do Slogan
O 1º lugar, com o slogan “Juntos Somos uma Fortaleza Contra a Dengue”, ficou para o aluno Victor Jair Ramos Moreira, do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Bernadete Nascimento.
O 2º lugar, com o slogan “Mosquito da Dengue PROCURADO! Recompensa: Sua vida!”, ficou para a aluna Yasmin da Cruz Pereira do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Odete Almeida Lopes.
A Mascote
A proposta da aluna Alana Coelho, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Guita, será a cara da campanha, com a mascote “O Menino e o Pneu- Soldadinho Lutando Contra a Dengue”.
–
Anselmo Wanzeller – Asscom Semed
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Fumcut realiza ações de recreação para crianças durante Assembleias do PPA
Durante todas as Assembleias do Plano Plurianual Participativo (PPA),
a Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) estará realizando uma ação voltada para crianças, com atividades de recreação, biblioteca móvel, animação com palhaços e parquinho.
Enquanto os pais participam das discussões sobre as melhorias que querem nos bairros, as crianças brincam e se distraem no playground, acompanhados por monitores.
Na Assembleia de hoje, 9, que unificará as 7ª e 8ª Assembleias, correspondentes aos bairros Muca, Jardim Equatorial, Jardim Marco Zero, Buritizal, Novo Buritizal e Congós, a equipe na Fumcult estará na ativa. Será na Escola Estadual Antonio Coelho Neto, às 19h, no Buritizal.
Carol Pessoa – Asscom Fumcult
Enquanto os pais participam das discussões sobre as melhorias que querem nos bairros, as crianças brincam e se distraem no playground, acompanhados por monitores.
Na Assembleia de hoje, 9, que unificará as 7ª e 8ª Assembleias, correspondentes aos bairros Muca, Jardim Equatorial, Jardim Marco Zero, Buritizal, Novo Buritizal e Congós, a equipe na Fumcult estará na ativa. Será na Escola Estadual Antonio Coelho Neto, às 19h, no Buritizal.
Carol Pessoa – Asscom Fumcult
Ex-funcionário acusa pastor Marcos Pereira de tramar rebeliões de presos
Homem que trabalhou na Assembleia de Deus dos Últimos Dias afirma que
líder religioso ordenava motins para aparecer como pacificador e ganhar poder.
Os depoimentos que compõem a investigação da Polícia Civil contra o pastor Marcos Pereira desmontam uma farsa de grandes proporções. Entre as vítimas de estupros e ameaças, destaca-se o relato de um ex-funcionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) que abandonou o pastor em 2009 e, em 2012, decidiu por iniciativa própria denunciar os crimes que testemunhou. Segundo conta, era Marcos Pereira quem ordenava rebeliões em presídios para, em seguida, aparecer em público como conciliador, evitando mortes e operando a rendição de bandidos. A lista de encenações inclui a mais famosa delas, em 2004, quando o pastor foi chamado pelo então secretário de Segurança, Anthony Garotinho, hoje deputado federal pelo PR, para conter um motim na Casa de Custódia de Benfica, na Zona Norte. Na ocasião, morreram 34 detentos de facções inimigas do Comando Vermelho – com o qual Pereira mantinha contato próximo. O ex-funcionário acusa Pereira de ter tramado a rebelião com Silvana Santos da Silva, irmã do traficante Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP.
Em dois depoimentos que somam dez páginas, prestados nos dias 7 e 9 de março de 2012, o ex-seguidor de Marcos Pereira afirma que em 2006 o pastor e Silvana deram ordens para que bandidos do Comando Vermelho perpetrassem os ataques que aterrorizaram o Rio na noite de 28 de dezembro – episódio que ficou conhecido como “Rio de Sangue” e deixou 20 pessoas mortas em explosões e alvejamento de carros e cabines da PM, além de incêndios de ônibus.
Ainda segundo o ex-funcionário, “os ataques criminosos ocorridos em 28 de dezembro de 2006 no Rio de Janeiro foram orquestrados pelo pastor”, a partir de uma intermediação feita por Silvana com o irmão, preso. Como fogo e gasolina, a receita do plano era a seguinte: reunir criminosos soltos, e que precisavam de dinheiro, para ir às ruas atacar em pontos distintos da cidade, queimando carros, ônibus e atacando delegacias e cabines policiais. “Cada ônibus incendiado rendia de 1.500 a 2.000 reais”, disse ele à polícia. Os criminosos sentiram-se motivados a atacar a partir de declarações do governador Sérgio Cabral de que a repressão ao tráfico de drogas seria intensificada. O pastor operou, então, uma trégua verdadeira, mas entre os traficantes: facções que guerreavam há anos, Comando Vermelho, Amigos dos Amigos e Terceiro Comando passaram a deixar de lado as diferenças para enfrentar a polícia.
Outra testemunha, que estava presa em Benfica quando ocorreu a rebelião, afirmou que “era comum ouvir entre os presos que Marcos tinha grande influência junto às lideranças do crime organizado do Rio de Janeiro” e que a ordem na Casa de Custódia era que a rebelião não poderia ter fim até que o pastor Marcos chegasse. O objetivo do pastor era se promover como um interlocutor capaz de frear a barbárie. O ex-funcionário também acusa Pereira e uma lista de políticos de tramar um ataque na madrugada das eleições de 2010. A ideia era evitar a reeleição do governador Sérgio Cabral, franco favorito e reeleito em primeiro turno.
UPPs – O ex-funcionário dedica uma parte de seu relato às UPPs. Diz ele que, a partir das Unidades de Polícia Pacificadora, criadas em 2008, o pastor começou a perder poder e receita nas favelas antes ocupadas pelo tráfico. Nesses locais, a ADUD recebia entre 25.000 e 35.000 reais por culto, pagos pelo tráfico.
Os depoimentos destacam a forma como o pastor usa, ora o nome de Deus, ora o nome de bandidos para manter sua influência. O nome de Marcinho VP, por exemplo, servia para intimidar inimigos do pastor, o que acabava rendendo ao traficante a autoria de crimes que, na verdade, foram pensados pelo pastor e por Silvana. Em outros momentos, como para persuadir suas seguidoras a fazer sexo, Pereira usava o nome de Deus.
Nos arredores da sede da ADUD, são conhecidas as imagens de mulheres que se vestem completamente cobertas e são privadas de ter acesso a meios de comunicação – rádio, TV, computador e internet são proibidos nos limites da igreja de Marcos Pereira. O que a polícia descobre, agora, é uma rede de exploração a serviço das taras do líder supremo do grupo.
Os mais de 20 depoimentos contêm detalhes arrepiantes dos abusos cometidos contra menores – entre eles um grupo de três irmãs e um irmão que moravam no prédio, com idades entre 6 e 13 anos. Filhos de um presidiário preso em Bangu, os menores apanhavam e eram ameaçados com as palavras repetidas pelo pastor em muitas outras circunstâncias: vocês estão com o demônio no corpo e estão mentindo. Foi isso o que ouviu a menina de 6 anos ao ameaçar que denunciaria a uma tia o fato de as irmãs terem feito sexo anal com Pereira. Os detalhes desta cena estão no depoimento de um ex-funcionário da igreja. Ele contou à polícia, em março de 2012, que Marcos Pereira, ao tomar ciência das intenções da menina de 6 anos, surrou a criança e enfiou sua cabeça em um vaso sanitário, para depois aplicar chutes e dizer que ela estava mentindo e com “o diabo no corpo”.
Nas dez páginas de seu relato à polícia, a testemunha afirma que o líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias “fez sexo com diversas irmãs ao mesmo tempo em motéis” e que o pastor contratava “prostitutas, garotos de programa e travestis” para participarem das orgias. O ex-colaborador diz ainda que “aproximadamente 120 mulheres que frequentavam ou frequentam” a igreja de Pereira foram vítimas dos abusos. “E que o pastor Marcos gosta de ver várias mulheres fazendo sexo grupal”.
O relato minucioso indica que Marcos Pereira praticava, na vida pessoal, outro ato considerado abominável pela doutrina evangélica: o aborto. A rotina de abortos seria tão frequente que Marcos Pereira teria, segundo o ex-funcionário, um médico contratado para a prática ilegal.
O que dizem os depoimentos contra o pastor Marcos Pereira
Estupros
O pastor estuprava as vítimas com a “desculpa” de que precisavam ser salvas. Uma delas ouviu o pastor dizer que via “um espírito lésbico” a rondando. As vítimas contam que sentiam-se fragilizadas quando eram abordadas pelo pastor. Algumas chegam a se referir à “libertação espiritual”. A Delegacia Especial de Combate às Drogas investiga seis estupros que teriam sido praticados pelo pastor. Ele teve a prisão preventiva decretada por dois estupros. O delegado Márcio Mendonça afirma que outras 20 jovens podem ter sido estupradas por Marcos Pereira.
Orgias
Uma jovem, que afirma ter sido violentada por oito anos pelo pastor Marcos Pereira, disse durante depoimento em abril de 2013 que ela e o pastor participaram de orgias com outras mulheres e com um garoto de programa. Ela foi estuprada dos 14 aos 22 anos. Ao fim das orgias, o pastor exigia que os participantes pedissem desculpas uns aos outros e confessassem os pecados.
Sexo anal
Uma das vítimas conta que o pastor Marcos Pereira “tinha predileção por sexo anal”. Pelo menos quatro mulheres que afirmam ter sido estupradas pelo líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias afirmam ter sido violentadas dessa forma pelo religioso.
Abortos
Segundo relatos das vítimas, o pastor Marcos Pereira não usava preservativo. Uma delas afirmou em depoimento que o líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias tinha um médico que fazia abortos, quando era necessário.
Traição
Uma das mulheres que afirma ter sido estuprada pelo pastor Marcos Pereira disse em depoimento que foi violentada em 2006, na noite em que seu marido foi enviado pelo pastor para “evangelizar as pessoas” em uma favela. Duas seguidoras foram até a casa da vítima e a convenceram a ir até a sede da igreja, onde ocorreu o abuso.
Bíblia
Ex-mulher do pastor, Ana Madureira da Silva, afirmou em depoimento em março de 2012 que Marcos Pereira nunca estudou profundamente a Bíblia e que se baseava em “visões” que dizia ter com o “Anjo do Senhor”.
Engenhão
Uma das vítimas afirma ter ouvido o pastor pedir a um traficante identificado como ‘Veneno’ que explodisse o Estádio do Engenhão. Segundo ela, o pastor recebia e lavava dinheiro do tráfico através da venda de CDs e de DVDs.
–
Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
Os depoimentos que compõem a investigação da Polícia Civil contra o pastor Marcos Pereira desmontam uma farsa de grandes proporções. Entre as vítimas de estupros e ameaças, destaca-se o relato de um ex-funcionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) que abandonou o pastor em 2009 e, em 2012, decidiu por iniciativa própria denunciar os crimes que testemunhou. Segundo conta, era Marcos Pereira quem ordenava rebeliões em presídios para, em seguida, aparecer em público como conciliador, evitando mortes e operando a rendição de bandidos. A lista de encenações inclui a mais famosa delas, em 2004, quando o pastor foi chamado pelo então secretário de Segurança, Anthony Garotinho, hoje deputado federal pelo PR, para conter um motim na Casa de Custódia de Benfica, na Zona Norte. Na ocasião, morreram 34 detentos de facções inimigas do Comando Vermelho – com o qual Pereira mantinha contato próximo. O ex-funcionário acusa Pereira de ter tramado a rebelião com Silvana Santos da Silva, irmã do traficante Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP.
Em dois depoimentos que somam dez páginas, prestados nos dias 7 e 9 de março de 2012, o ex-seguidor de Marcos Pereira afirma que em 2006 o pastor e Silvana deram ordens para que bandidos do Comando Vermelho perpetrassem os ataques que aterrorizaram o Rio na noite de 28 de dezembro – episódio que ficou conhecido como “Rio de Sangue” e deixou 20 pessoas mortas em explosões e alvejamento de carros e cabines da PM, além de incêndios de ônibus.
Ainda segundo o ex-funcionário, “os ataques criminosos ocorridos em 28 de dezembro de 2006 no Rio de Janeiro foram orquestrados pelo pastor”, a partir de uma intermediação feita por Silvana com o irmão, preso. Como fogo e gasolina, a receita do plano era a seguinte: reunir criminosos soltos, e que precisavam de dinheiro, para ir às ruas atacar em pontos distintos da cidade, queimando carros, ônibus e atacando delegacias e cabines policiais. “Cada ônibus incendiado rendia de 1.500 a 2.000 reais”, disse ele à polícia. Os criminosos sentiram-se motivados a atacar a partir de declarações do governador Sérgio Cabral de que a repressão ao tráfico de drogas seria intensificada. O pastor operou, então, uma trégua verdadeira, mas entre os traficantes: facções que guerreavam há anos, Comando Vermelho, Amigos dos Amigos e Terceiro Comando passaram a deixar de lado as diferenças para enfrentar a polícia.
Outra testemunha, que estava presa em Benfica quando ocorreu a rebelião, afirmou que “era comum ouvir entre os presos que Marcos tinha grande influência junto às lideranças do crime organizado do Rio de Janeiro” e que a ordem na Casa de Custódia era que a rebelião não poderia ter fim até que o pastor Marcos chegasse. O objetivo do pastor era se promover como um interlocutor capaz de frear a barbárie. O ex-funcionário também acusa Pereira e uma lista de políticos de tramar um ataque na madrugada das eleições de 2010. A ideia era evitar a reeleição do governador Sérgio Cabral, franco favorito e reeleito em primeiro turno.
UPPs – O ex-funcionário dedica uma parte de seu relato às UPPs. Diz ele que, a partir das Unidades de Polícia Pacificadora, criadas em 2008, o pastor começou a perder poder e receita nas favelas antes ocupadas pelo tráfico. Nesses locais, a ADUD recebia entre 25.000 e 35.000 reais por culto, pagos pelo tráfico.
Os depoimentos destacam a forma como o pastor usa, ora o nome de Deus, ora o nome de bandidos para manter sua influência. O nome de Marcinho VP, por exemplo, servia para intimidar inimigos do pastor, o que acabava rendendo ao traficante a autoria de crimes que, na verdade, foram pensados pelo pastor e por Silvana. Em outros momentos, como para persuadir suas seguidoras a fazer sexo, Pereira usava o nome de Deus.
Nos arredores da sede da ADUD, são conhecidas as imagens de mulheres que se vestem completamente cobertas e são privadas de ter acesso a meios de comunicação – rádio, TV, computador e internet são proibidos nos limites da igreja de Marcos Pereira. O que a polícia descobre, agora, é uma rede de exploração a serviço das taras do líder supremo do grupo.
Os mais de 20 depoimentos contêm detalhes arrepiantes dos abusos cometidos contra menores – entre eles um grupo de três irmãs e um irmão que moravam no prédio, com idades entre 6 e 13 anos. Filhos de um presidiário preso em Bangu, os menores apanhavam e eram ameaçados com as palavras repetidas pelo pastor em muitas outras circunstâncias: vocês estão com o demônio no corpo e estão mentindo. Foi isso o que ouviu a menina de 6 anos ao ameaçar que denunciaria a uma tia o fato de as irmãs terem feito sexo anal com Pereira. Os detalhes desta cena estão no depoimento de um ex-funcionário da igreja. Ele contou à polícia, em março de 2012, que Marcos Pereira, ao tomar ciência das intenções da menina de 6 anos, surrou a criança e enfiou sua cabeça em um vaso sanitário, para depois aplicar chutes e dizer que ela estava mentindo e com “o diabo no corpo”.
Nas dez páginas de seu relato à polícia, a testemunha afirma que o líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias “fez sexo com diversas irmãs ao mesmo tempo em motéis” e que o pastor contratava “prostitutas, garotos de programa e travestis” para participarem das orgias. O ex-colaborador diz ainda que “aproximadamente 120 mulheres que frequentavam ou frequentam” a igreja de Pereira foram vítimas dos abusos. “E que o pastor Marcos gosta de ver várias mulheres fazendo sexo grupal”.
O relato minucioso indica que Marcos Pereira praticava, na vida pessoal, outro ato considerado abominável pela doutrina evangélica: o aborto. A rotina de abortos seria tão frequente que Marcos Pereira teria, segundo o ex-funcionário, um médico contratado para a prática ilegal.
O que dizem os depoimentos contra o pastor Marcos Pereira
Estupros
O pastor estuprava as vítimas com a “desculpa” de que precisavam ser salvas. Uma delas ouviu o pastor dizer que via “um espírito lésbico” a rondando. As vítimas contam que sentiam-se fragilizadas quando eram abordadas pelo pastor. Algumas chegam a se referir à “libertação espiritual”. A Delegacia Especial de Combate às Drogas investiga seis estupros que teriam sido praticados pelo pastor. Ele teve a prisão preventiva decretada por dois estupros. O delegado Márcio Mendonça afirma que outras 20 jovens podem ter sido estupradas por Marcos Pereira.
Orgias
Uma jovem, que afirma ter sido violentada por oito anos pelo pastor Marcos Pereira, disse durante depoimento em abril de 2013 que ela e o pastor participaram de orgias com outras mulheres e com um garoto de programa. Ela foi estuprada dos 14 aos 22 anos. Ao fim das orgias, o pastor exigia que os participantes pedissem desculpas uns aos outros e confessassem os pecados.
Sexo anal
Uma das vítimas conta que o pastor Marcos Pereira “tinha predileção por sexo anal”. Pelo menos quatro mulheres que afirmam ter sido estupradas pelo líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias afirmam ter sido violentadas dessa forma pelo religioso.
Abortos
Segundo relatos das vítimas, o pastor Marcos Pereira não usava preservativo. Uma delas afirmou em depoimento que o líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias tinha um médico que fazia abortos, quando era necessário.
Traição
Uma das mulheres que afirma ter sido estuprada pelo pastor Marcos Pereira disse em depoimento que foi violentada em 2006, na noite em que seu marido foi enviado pelo pastor para “evangelizar as pessoas” em uma favela. Duas seguidoras foram até a casa da vítima e a convenceram a ir até a sede da igreja, onde ocorreu o abuso.
Bíblia
Ex-mulher do pastor, Ana Madureira da Silva, afirmou em depoimento em março de 2012 que Marcos Pereira nunca estudou profundamente a Bíblia e que se baseava em “visões” que dizia ter com o “Anjo do Senhor”.
Engenhão
Uma das vítimas afirma ter ouvido o pastor pedir a um traficante identificado como ‘Veneno’ que explodisse o Estádio do Engenhão. Segundo ela, o pastor recebia e lavava dinheiro do tráfico através da venda de CDs e de DVDs.
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Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Erros de português serão punidos com maior rigor no Enem 2013
O Ministério da Educação fez alterações no edital deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tornando-o mais rigoroso. Uma
das medidas é que as redações com inserções indevidas serão zeradas.
Outra mudança prevê que serão aceitos apenas desvios gramaticais
excepcionais e que não caracterizem reincidência. Antes, eram permitidos
“escassos” desvios.
A correção das redações será mais rígida. A expectativa é que uma a cada três redações irá para um terceiro corretor, antes o índice era de aproximadamente 21%. Isso ocorrerá quando houver uma discrepância de mais de 100 pontos entre os dois primeiros corretores. No ano passado, a discrepância tinha que ser de mais de 200 pontos para que fosse encaminhado a um terceiro avaliador.
O edital também prevê maior rigor para os corretores, que terão mais horas de capacitação e serão acompanhados e avaliados. Eles poderão ser dispensados inclusive durante a correção.
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, as mudanças foram implantadas porque as regras aplicadas anteriormente não mostraram resultado satisfatório. Apesar do maior rigor, sobre as questões gramaticais, Mercadante diz que caberá à banca considerar o erro uma exceção ou não. “A regra é clara, mas a interpretação do juiz nem sempre é um consenso. Tem um grau que compete à banca, não tem como prever o grau que será aceito ou não. O que podemos dizer é que será mais rigoroso”, diz.
Ele explicou também que tanto para a nota máxima na redação, que é mil, quanto para erros gramaticais considerados exceção será preciso uma justificativa dos avaliadores.
Outra novidade é que será divulgado no cartão de inscrição um telefone pelo qual candidatos com alguma condição especial (gestantes, pessoas com deficiência) serão orientados. Essa edição trará também dois modelos de prova com letra maior – uma com fonte tamanho 18 e outra 24.
Os candidatos com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo estão isentos da taxa de inscrição. Antes, eram isentos apenas aqueles com renda de até um salário minimo per capita. Os estudantes de escolas públicas continuam sem ter de pagar pela inscrição.
Mercadante desmente a intenção de cobrar a taxa daqueles que faltarem à prova, mas ressalta que o gasto é calculado pelo número de inscrições. “Apelo para aqueles que se inscreverem para que realmente façam o Enem. Os custos levam em conta os inscritos e temos tido uma diferença importante”. No ano passado, foram 5,8 milhões de inscritos. Desses, 4,3 milhões fizeram a prova.
As inscrições começam na próxima seguna-feira (13) até o dia 27 de maio. Os candidatos podem pagar a taxa de inscrição até o dia 29 de maio. As provas serão aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro. Os portões serão abertos às 12h (horário de Brasília).
—
Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
A correção das redações será mais rígida. A expectativa é que uma a cada três redações irá para um terceiro corretor, antes o índice era de aproximadamente 21%. Isso ocorrerá quando houver uma discrepância de mais de 100 pontos entre os dois primeiros corretores. No ano passado, a discrepância tinha que ser de mais de 200 pontos para que fosse encaminhado a um terceiro avaliador.
O edital também prevê maior rigor para os corretores, que terão mais horas de capacitação e serão acompanhados e avaliados. Eles poderão ser dispensados inclusive durante a correção.
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, as mudanças foram implantadas porque as regras aplicadas anteriormente não mostraram resultado satisfatório. Apesar do maior rigor, sobre as questões gramaticais, Mercadante diz que caberá à banca considerar o erro uma exceção ou não. “A regra é clara, mas a interpretação do juiz nem sempre é um consenso. Tem um grau que compete à banca, não tem como prever o grau que será aceito ou não. O que podemos dizer é que será mais rigoroso”, diz.
Ele explicou também que tanto para a nota máxima na redação, que é mil, quanto para erros gramaticais considerados exceção será preciso uma justificativa dos avaliadores.
Outra novidade é que será divulgado no cartão de inscrição um telefone pelo qual candidatos com alguma condição especial (gestantes, pessoas com deficiência) serão orientados. Essa edição trará também dois modelos de prova com letra maior – uma com fonte tamanho 18 e outra 24.
Os candidatos com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo estão isentos da taxa de inscrição. Antes, eram isentos apenas aqueles com renda de até um salário minimo per capita. Os estudantes de escolas públicas continuam sem ter de pagar pela inscrição.
Mercadante desmente a intenção de cobrar a taxa daqueles que faltarem à prova, mas ressalta que o gasto é calculado pelo número de inscrições. “Apelo para aqueles que se inscreverem para que realmente façam o Enem. Os custos levam em conta os inscritos e temos tido uma diferença importante”. No ano passado, foram 5,8 milhões de inscritos. Desses, 4,3 milhões fizeram a prova.
As inscrições começam na próxima seguna-feira (13) até o dia 27 de maio. Os candidatos podem pagar a taxa de inscrição até o dia 29 de maio. As provas serão aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro. Os portões serão abertos às 12h (horário de Brasília).
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Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
ESTATÍSTICA DAS MORTES VIOLENTAS DE 01 a 02.05.2013
1º
ARMA DE FOGO: com 38 homicídios (1 culposo)
27 em Macapá;
3 em Santana;
2 em Porto Grande
1 no Distrito do Coração, 1 no Igarapé da Fortaleza
(STN), 1 no Distrito de Lourenço (Calçoene); 1 na Rodovia Duca Serra, 1 em
Laranjal do Jari, 1 em Fazendinha.
36 do sexo masculino e 2 do sexo feminino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado foram 39 homicídios, 25 em Macapá.
2º
TRÂNSITO: com 31 óbitos
8 em Macapá;
7 na BR-156;
6 em
Santana;
3 na
Rodovia do Curiaú;
2
Rodovia JK e 2 na Rodovia Alceu Paulo Ramos;
1 no
Paredão (Porto Grande), 1 na BR-210, 1 em Ferreira Gomes;
24 do
sexo masculino e 7 do sexo feminino.
12 de
moto, 10 de carro, 5 de bicicleta e 4
pedestres.
Obs.:
No mesmo período do ano passado foram 35 óbitos, 9 em Macapá.
3º ARMA BRANCA com 29 homicídios;
12 em Macapá;
5 em Santana;
3 em Laranjal do
Jari;
1em Calçoene, 1 em Oiapoque, 1 no Paredão
(Ferreira Gomes), 1 em Lourenço
(Calçoene), 1 em Fazendinha,1 em Tartarugalzinho, 1 na Ilha de Santana, 1 na
Perimetral Norte (Porto Grande), 1 em Amapá;
28 do
sexo masculino 1 do sexo feminino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado foram 46 homicídios sendo 24 em Macapá.
4º
AFOGAMENTO: 20 óbitos
5 em Santana;
2 em Porto
Grande e 2 no Bailique;
1 em Macapá, 1 em Mazagão, 1 em Cutias do Araguary,
1 no Abacate da Pedreira, 1 em Amapá, 1
em Pracuuba, 1 em Oiapoque, 1 em Calçoene, 1 Maçaranduba (Tartaruglzinho), 1 em
Laranjal do Jari, 1 no Curiau Mirim;
Todos do sexo masculino;
Obs.:
No mesmo período do ano passado 32 óbitos, 9 em Macapá.
5º
SUICÍDIO: com 19 casos
9 em Macapá;
2 em Vitória do Jari, 2 em Cutias;
1 em Mazagão, 1 em Fazendinha, 1 em Santana, 1 em Mazagão
Velho,1 em Ferreira Gomes e 1 em Porto Grande;
12
por enforcamento, 4 por envenenamento, 2 por arma de fogo, 1 por esfaqueamento.
14 do
sexo masculino e 5 do sexo feminino;
Obs.:
No mesmo período do ano passado foram 09 casos, 7 em Macapá.
6º
ASFIXIA: 05 óbitos ( 2 por homicídio)
4 em Macapá;
1em Pedra Branca;
Todos do sexo masculino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado 04 casos, 2 em Macapá.
7º AGRESSÃO FÍSICA: 05 óbitos
2 em
Macapá;
1 em
Vitória do Jari, 1 em Tartarugalzinho, 1 em Santana;
Os 5
do sexo masculino;
Obs.:
No mesmo período do ano passado nenhum caso.
8º
CHOQUE ELÉTRICO: 03 óbitos
2 em Macapá;
1 em Itaubal,
3 do Sexo masculino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado 03 casos, 1 em Macapá.
9º TRAUMATISMOS DIVERSOS: 04 óbitos
1 em
Macapá,1 em Vitoria do Jari, 1 em Santana, 1 em Laranjal do JAri ;
Todos
do sexo masculino;
Obs.:
No mesmo período do ano passado foram 11 óbitos com 06 em Macapá
10º
PAULADA: 02 homicídios
02 em Macapá;
Ambos do sexo masculino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado 03 casos.
11º
QUEIMADURA: 01 óbito
1 em Macapá,
Sexo masculino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado nenhum caso.
12º FETO: 02 óbitos
1 em
Macapá e 1 em Santana;
Obs.:
No mesmo período do ano passado 01 caso, em Mazagão.
13º
PICADA DE COBRA: 01 óbito
01 em Macapá;
Sexo feminino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado nenhum caso.
14º
RAIO: 01 óbito
1 em Ferreira Gomes;
Sexo masculino.
Obs.:
No mesmo período do ano passado nenhum caso.
POR
CAUSA DESCONHECIDA: 01 óbito
Em Porto Grande.
No
ano passado foram 7 por causas desconhecidas.
No
ano passado 2 mortes por acidente aéreo, em Macapá, 1 masculino e 1 feminino.
Alexandrocolares.blogspot.com
alexandroccolares@yahoo.com.br
015 96 9136 77 85 vivo
CASO DO HOMICÍDIO DO EMPRESÁRIO FERNANDES DA LMS PROMOTOR MANDA INDICIAR A VIÚVA DA VÍTIMA
Delegada Odaneti Bionde, da
Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa (DECIPE) e, que presidiu o
Inquérito que apurou o assassinato do sócio da empresa de Vigilância LMS, EDIVALDO FERNANDES DE QUEIROZ, indiciou
a esposa da vítima, uma policial militar, como a mandante do crime.
A princípio o crime teria
sido motivado por uma briga no trânsito, mas, no decorrer das investigações, a
polícia descobriu que a morte de Edivaldo, teria sido encomendada pela própria
companheira de prenome DJANE.
Segundo a delegada Odaneti,
o Ministério Público após analisar o Inquérito Policial, determinou a
autoridade processante que indiciasse a ADJANE, que era esposa da vítima, como
uma das acusadas de está envolvida no crime. Acompanhada de advogado, a mesma
se apresentou na quarta-feira (8) na DECIPE, mas continuou negando sua
participação no crime.
Prefeitura de Macapá lança edital de incentivo a Piscicultura
A Prefeitura de Macapá, por intermédio da Secretaria de
Desenvolvimento Econômico (Semdec) lança na sexta-feira, 10, o Edital
Público para Escavação de Tanques para
Piscicultura, como parte do Plano Municipal de Apoio à Piscicultura. As
inscrições serão abertas no próximo dia 15, e se encerram no dia 15 de
junho. Somente agricultores familiares podem requerer a escavação de
viveiros. O evento contará com a presença do prefeito Clécio Luís (PSOL ) e está
marcado para as 9h, no prédio da Semdec.
A meta é de em dois anos atender em torno de 100 aquicultores, com tanques prontos, de até 1.500 m². O edital prevê ainda a doação de peixes aos aquicultores, para que iniciem a movimentação dos criadouros e da renda familiar. O Programa de Apoio à Piscicultura vai adquirir cem mil alevinos (tambaqui, pirapitinga e seus híbridos), para serem doados aos agricultores familiares selecionados.
A expectativa, de acordo com o secretário José Oliveira, é de que em um período de um ano o aquicultor atinja uma produção de até duas toneladas de peixe. De acordo com o edital, o período das escavações para este ano está marcado para 01 de julho a 31 de dezembro.
Na oportunidade do lançamento do edital, haverá a entrega oficial ao município da Escavadeira Hidráulica adquirida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, orçada em R$ 370 mil reais.
O Plano municipal de apoio à Piscicultura
Se adequa ao Plano Safra da Pesca e Aquicultura, do Governo Federal, que tem como meta dobrar a produção de pescado no Brasil em apenas dois anos. O Ministério da Pesca e Aquicultura tem como meta simplificar a legislação para a criação de pescado em grandes reservatórios públicos do Brasil, de forma a aumentar a produção nacional.
A medida teria grande impacto. O Brasil conta com mais de 250 grandes reservatórios públicos adequados à piscicultura. A atual produção nacional de pescado não representa nem 10% do potencial estimado pela FAO, de 20 milhões de toneladas.
Cláusulas do Edital
Para requerer a escavação de viveiro, o agricultor familiar deve dispor das seguintes condições básicas para se habilitar:
3.1- Estarão habilitadas em participar da Seleção de que trata o presente EDITAL, pessoas físicas maiores de 18 anos, sendo que no ato da inscrição, os candidatos deverão apresentar os seguintes documentos:
a) Um requerimento dirigido a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEMDEC/Departamento de Fomento a Aqüicultura DAQ, contendo a solicitação, fornecido pelo DAQ, devidamente preenchido e assinado.
b) Cópias da Cédula de Identidade e do Cadastro de Pessoa Física – CPF.
c) Cópia do comprovante do Local da Atividade do Requerido (conta de água, luz, telefone)
d) Copia da documentação do terreno.
e) Copia do Licenciamento Ambiental relativo à atividade de Aquicultura.
f) Copia do Registro e/ou Licença de Aqüicultura – Ministério da Pesca e Aquicultura, Caso não possuaa SEMDEC dará um prazo de 05 ( cinco) dias para que o mesmo seja providenciado.
3.2- A comprovação das condições acima estabelecidas far-se-á através de documentos relacionados neste EDITAL.
3.3- A solicitação deverá ser única para cada área de produção e participante.
3.4- As entidades representativas poderão encaminhar a documentação de seus filiados para participação e habilitação conforme item 3.1 deste edital.
Para mais informações, o agricultor familiar deve procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município, localizado na Avenida Manoel Eudóxio Pereira, nº 2438, bairro Trem.
—
Maitê Mastop – Asscom Semdec
A meta é de em dois anos atender em torno de 100 aquicultores, com tanques prontos, de até 1.500 m². O edital prevê ainda a doação de peixes aos aquicultores, para que iniciem a movimentação dos criadouros e da renda familiar. O Programa de Apoio à Piscicultura vai adquirir cem mil alevinos (tambaqui, pirapitinga e seus híbridos), para serem doados aos agricultores familiares selecionados.
A expectativa, de acordo com o secretário José Oliveira, é de que em um período de um ano o aquicultor atinja uma produção de até duas toneladas de peixe. De acordo com o edital, o período das escavações para este ano está marcado para 01 de julho a 31 de dezembro.
Na oportunidade do lançamento do edital, haverá a entrega oficial ao município da Escavadeira Hidráulica adquirida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, orçada em R$ 370 mil reais.
O Plano municipal de apoio à Piscicultura
Se adequa ao Plano Safra da Pesca e Aquicultura, do Governo Federal, que tem como meta dobrar a produção de pescado no Brasil em apenas dois anos. O Ministério da Pesca e Aquicultura tem como meta simplificar a legislação para a criação de pescado em grandes reservatórios públicos do Brasil, de forma a aumentar a produção nacional.
A medida teria grande impacto. O Brasil conta com mais de 250 grandes reservatórios públicos adequados à piscicultura. A atual produção nacional de pescado não representa nem 10% do potencial estimado pela FAO, de 20 milhões de toneladas.
Cláusulas do Edital
Para requerer a escavação de viveiro, o agricultor familiar deve dispor das seguintes condições básicas para se habilitar:
3.1- Estarão habilitadas em participar da Seleção de que trata o presente EDITAL, pessoas físicas maiores de 18 anos, sendo que no ato da inscrição, os candidatos deverão apresentar os seguintes documentos:
a) Um requerimento dirigido a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEMDEC/Departamento de Fomento a Aqüicultura DAQ, contendo a solicitação, fornecido pelo DAQ, devidamente preenchido e assinado.
b) Cópias da Cédula de Identidade e do Cadastro de Pessoa Física – CPF.
c) Cópia do comprovante do Local da Atividade do Requerido (conta de água, luz, telefone)
d) Copia da documentação do terreno.
e) Copia do Licenciamento Ambiental relativo à atividade de Aquicultura.
f) Copia do Registro e/ou Licença de Aqüicultura – Ministério da Pesca e Aquicultura, Caso não possuaa SEMDEC dará um prazo de 05 ( cinco) dias para que o mesmo seja providenciado.
3.2- A comprovação das condições acima estabelecidas far-se-á através de documentos relacionados neste EDITAL.
3.3- A solicitação deverá ser única para cada área de produção e participante.
3.4- As entidades representativas poderão encaminhar a documentação de seus filiados para participação e habilitação conforme item 3.1 deste edital.
Para mais informações, o agricultor familiar deve procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município, localizado na Avenida Manoel Eudóxio Pereira, nº 2438, bairro Trem.
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Maitê Mastop – Asscom Semdec
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