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terça-feira, 13 de março de 2018

MPF quer que ex-presos da ‘Minamata’ retornem para presídio no Amapá

Órgão recorreu da decisão que soltou envolvidos e alega que provas foram desconsideradas. Operação que investiga trabalho escravo e exploração ilegal de ouro prendeu 13 pessoas em 2017.


Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão que soltou pessoas presas preventivamente pela operação minamata, da Polícia Federaldeflagrada no fim de 2017 no Amapá. Os últimos quatro presos foram liberados no dia 6 de março.
Para o MPF, provas e a atuação dos diversos órgãos não foram levadas em consideração na decisão. No pedido, o ministério também reforça que a decisão pode trazer prejuízos à instrução da ação penal, além de por em risco a ordem pública. O recurso foi protocolado na sexta-feira (9).
Na decisão judicial que liberou os presos, o juiz entendeu que eles já não colocavam mais em risco as investigações. Os procuradores adiantaram no pedido que, caso o magistrado mantenha a decisão, vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília.
Se na segunda instância a decisão for mantida, o MPF informou que pede que os envolvidos sejam obrigados a cumprir medidas alternativas. Entre elas, proibição de sair do Amapá e de acesso às áreas de lavra e pesquisa exploradas pela Cooperativa de Garimpeiros do Lourenço (Coogal), assim como o pagamento de fiança.
Ao todo, a operação fez a prisão de 13 pessoas, 4 foram liberadas no dia 6 de março. As investigações indicam que trabalhadores estavam em condições análogas à escravidão no distrito de Lourenço, em Calçoene, no Norte do Amapá.

Minamata

Segundo a PF, empresários do Rio de Janeiro e de São Paulo se apoderaram da cooperativa e usaram os trabalhadores em condições análogas à escravidão. A organização criminosa teve participação de políticos locais, de acordo com as investigações.
A polícia afirmou que o grupo se aproveitou de políticas públicas para inclusão social dos garimpeiros para disfarçar a exploração clandestina da área. A organização criminosa fingia que realizava apenas pesquisa mineral e extração artesanal de pequeno porte.
A operação foi chamada de Minamata, numa referência a uma cidade japonesa onde, nas décadas de 50 e 60, houve o envenenamento de centenas de pessoas por mercúrio.

FONTE: G1 AMAPÁ

terça-feira, 10 de outubro de 2017

'Cena de terror', diz professora de creche que viu ataque

A professora Maria Nicélia Pereira, de 44 anos, dava um banho de mangueira em seus alunos, com idades entre 3 e 4 anos, quando o vigia Damião Soares dos Santos chegou à creche Gente Inocente, em Janaúba, no interior de Minas Gerais.
Em questão de segundos, ele retirou um balde da mochila e começou a espalhar um líquido nas crianças.
Desesperada, a professora saiu em disparada pela rua e pediu ajuda para alguns homens que estavam por ali.
Célia, como é mais conhecida, sofreu queimaduras nos dois braços, no rosto e nos pés.
“Foi uma cena de terror, um trem inexplicável. Foi um atentado contra as crianças. A gente imagina que isso aconteça em São Paulo ou nos Estados Unidos, mas em uma cidadezinha pequena dessa ninguém imagina nunca, nunca, nunca”, contou a professora ao jornal “O Estado de S. Paulo”.
A diretora da unidade, Aline Cristina Mendes Santos, se escondeu no banheiro, junto com algumas crianças.
Célia, que faz aniversário no dia 11 de outubro, véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida, afirma ter renascido naquele dia.

FONTE: YAHOO

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Cármen Lúcia autoriza juízes auxiliares de Teori a retomar o caso da Odebrecht

O STF (Supremo Tribunal Federal) começa nesta terça (24) a ouvir os depoimentos de homologação do acordo de delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. As oitivas devem se estender por toda a semana. As informacões são da Folha de S. Paulo.
Na noite de segunda (23) a presidente do STF Cármen Lúcia autorizou que os juízes auxiliares do gabinete te Teori Zavaski, que era relator da Lava Jato e morreu na semana passada na queda de uma aeronave em Paraty, continuassem com os trabalhos das delações premiadas dos executivos.
Foto: Rodrigo Souza/ Futura Press
Foto: Rodrigo Souza/ Futura Press
Como o próprio jornal antecipou, as audiências de homologação estavam marcadas para começarem na última sexta-feira (20), mas foram suspensas após a notícia do acidente de avião que matou o ministro do STF.
Nessas audiências, os executivos confirmarão se fizeram os acordos de delação de livre e espontânea vontade.A decisão dá a Cármen Lúcia  mais fôlego para decidir sobre quem será o ministro relator da Lava Jato.
Fonte:yahoo

"Jogo da Amizade" tem críticas de Galvão a Felipe Melo e reclamação da audiência

PGM 1 - Série sobre os 10 anos do Penta da Copa do Mundo - Galvão Bueno
Era de se esperar: o Brasil inteiro estava ansioso pra ver a “nova” Chapecoense do técnico Wagner Mancini em campo. Não era para menos. Depois do desastre na Colômbia, a emoção que mobilizou todo o país, todo mundo queria ver o retorno do clube de Santa Catarina aos gramados. Mas não foi bem assim.
A Globo apenas transmitiu o jogo para São Paulo e Santa Catarina – estados dos protagonistas do espetáculo. E, para as demais cidades brasileiras, sobrou mesmo o Caldeirão do Huck em seu horário habitual. A audiência não gostou nada disso e reclamou muito pelas redes sociais.
Quem também não perdeu tempo e também fez a sua corneta particular foi Galvão Bueno. Sinceramente feliz com o retorno da Chape, o narrador só não pareceu muito satisfeito com a atuação de Felipe Melo, que voltou ao futebol brasileiro como reforço do meio-campo do Palmeiras. O narrador não deixou por menos.
-Que ele tenha uma boa estreia e uma boa passagem pelo Palmeiras. Futebol ele sempre teve. Às vezes se perdeu pela cabeça, como na entrevista dele de apresentação, dizendo que se tiver que dar um tapa em uruguaio, dá, que se precisar bater, bate. Um ídolo do futebol é sempre um ídolo de crianças, de jovens. Sempre as crianças têm os jogadores como seus ídolos, e o jogador de futebol não pode ser apologista da violência. Um belíssimo jogador Felipe Melo, vem de grandes times da Europa, tem tudo para fazer uma grande campanha no Palmeiras. Precisa deixar essas bobagens de lado.
Caio Ribeiro, comentarista que estava ao lado de Galvão junto com Casagrande, concordou e também fez o seu comentário, dizendo que o papel de Felipe em seu novo desafio é, simplesmente, jogar bola.
Fonte: yahoo

Juiz decreta sigilo em investigação sobre queda de avião de Teori


RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Justiça Federal do Rio decretou sigilo sobre as investigações que apuram as causas da queda do avião que levava o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki e outras quatro pessoas.
A decisão é do juiz Raffaele Felice Pirro, da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis. O sigilo em relação a investigações sobre acidentes aéreos tem sido praxe no país. É uma forma de viabilizar a troca de informações com a Aeronáutica, responsável técnica pela apuração.
Lei sancionada em 2014 tornou sigilosa as investigações da Aeronáutica em acidentes do tipo. A polícia e o Ministério Público, ao apurar a queda de um avião, só têm acesso à caixa-preta -com as conversas da tripulação na cabine- mediante decisão judicial.
A lei estabelece duas condições para liberar os dados: que o Cenipa, órgão da Aeronáutica responsável pela apuração de acidentes aéreos, seja consultado antes; e que essas informações sejam protegidas por segredo de Justiça, de modo a evitar a divulgação.
A investigação do Cenipa tem como objetivo achar falhas que previnam novos desastres, e não procurar culpados. Este último ponto é alvo das apurações do MPF e da polícia.
O Ministério Público Federal requisitou documentos à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e ao Comando da Aeronáutica relativos à manutenção da aeronave e gravações de conversas entre o piloto e a torre de controle.
A procuradora Cristina Nascimento de Melo começa a ouvir as primeiras testemunhas nesta semana.A Polícia Civil do Rio também instaurou inquérito.
A retirada dos destroços do bimotor King Air da baía de Paraty está em curso. Ao final, o material será levado para uma marina em Angra dos Reis e, em seguida, numa carreta para o Rio.
fonte: yahoo

"Tremia de frio", revela Follmann sobre resgaste

As lembranças do trágico acidente do avião da Chapecoense ainda estão muito vivas na memória de Fullmann. O goleiro, que teve a perna amputada e foi um dos seis sobreviventes, revelou o momento da queda e o pedido de socorro.
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Follmann Neto Ruschel Palmeiras Chapecoense Amistoso homenagem 21012017
"Lembro quando o avião desligou, as luzes se apagaram. Vi que alguma coisa estava errada. O avião não chegou a cair. Depois que desligou ele começou a flutuar devagar. No momento do choque eu não lembro, eu apaguei, porque foi muito rápido. Foi muito rápido. Lembro de ter acordado (antes do resgate), sim. Abri os olhos, estava muito escuro, estava muito frio. Eu tremia de frio. Eu gritava 'socorro, eu não quero morrer'. Alguns dos amigos, que ainda estavam vivos, também gritavam", disse em entrevista ao Fantástico.
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Alan Ruschel Follmann Palmeiras Chapecoense Amistoso homenagem 21012017
"Vi minha mãe primeiro. Foi muito difícil, porque ali acordei. Chorava muito com minha mãe, com meu pai, mas começava a melhorar", completou.
Às 21h30 (de Brasília) da próxima quinta-feira (26), na Arena Condá, a Chapecoense estreia na Primeira Liga diante do Joinville.
fonte : yahoo

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Conheça o casal transgênero em que o pai deu à luz um menino

Diane Rodríguez nasceu homem e Fernando Machado, mulher, e nenhum deles fez cirurgia de mudança de sexo.

Olivia CrellinDa BBC
Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido, lembra Fernando (Foto: Divulgação)'Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido', lembra Fernando
 (Foto: Divulgação)
 
Diane Rodríguez e Fernando Machado são um dos casais transgêneros mais famosos da América Latina. E recentemente tiveram seu primeiro filho no EQUADOR.
"Ainda não escolhemos o nome. Talvez já tenhamos, na verdade, mas ainda estamos esperando para anunciá-lo", diz Diane com os olhos fixados no celular enquanto tecla com suas unhas perfeitamente bem feitas.
Ela e seu parceiro querem esperar que as coisas se acalmem um pouco.
Enquanto isso, o filho do casal chega à 18ª semana. Nascido no último dia 20 de maio, ele é chamado carinhosamente de Caraote - "caracol".
Para muitos, Diane e Fernando são o símbolo de uma crescente tolerância sobre a diversidade sexual na região.
Paternidade
O casal se conheceu pelo Facebook.

Diane nasceu homem e Fernando, mulher  (Foto: Divulgação)Diane nasceu homem e Fernando, mulher
 (Foto: Divulgação)
Diane, nascida Luis, buscava alguém com quem pudesse construir uma família. Queria que sua alma gêmea também apoiasse sua carreira como ativista.
Passou horas passeando por perfis nas redes sociais até que conheceu Fernando, outro transgênero.
Fernando, que nasceu Maria na Venezuela, sorri quando se lembra de como o romance começou: "Depois de alguns dias batendo papo com ela, peguei um ônibus e fui para o Equador".
"Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", conta.
A gravidez só foi possível porque nem Diana nem Fernando decidiram se submeter à cirurgia de mudança de sexo. Por isso, não precisaram de ajuda médica para conceber o bebê.
Mas para um pai ou mãe transgênero que deseja colocar um filho no mundo, o Equador está longe de ser o paraíso da aceitação.
Diane e Fernando não fizeram cirurgia de mudança de sexo  (Foto: Divulgação)Diane e Fernando não fizeram cirurgia de mudança de sexo
 (Foto: Divulgação)
Episódios de violência contra minorias sexuais, como os transgêneros, são ainda comuns.
Diane, por exemplo, já foi sequestrada inúmeras vezes.
As sedes de sua ONG, a Silueta X, são monitoradas por câmeras 24 horas por dia com o objetivo de garantir condições mínimas de segurança.
Mãe e ativista
Ativistas como Diane acreditam que sua grande visibilidade ajuda a conscientizar o público.

Por exemplo, durante a gravidez, o casal publicou no Facebook um vídeo que mostrava como um médico aconselhava Fernando a não se esquecer de que era uma mulher.
O vídeo viralizou e o hospital foi obrigado a pedir desculpas.
Diane Rodríguez nasceu homem e c, mulher, e nenhum deles fez cirurgia de mudança de sexo (Foto: Divulgação) 
(Foto: Divulgação)
Ser publicamente reconhecido como um transexual não é um problema para Diane. No entanto, viveu momentos dos quais prefere esquecer. A prostituição e o distanciamento da família são parte de sua história.
Agora, Diane alimenta positivamente seu status de ativista. Frequentemente, publica fotos suas junto com Fernando atraindo milhares de "curtidas".
Mas, para uma parcela da comunidade LGBT no Equador, não se trata apenas de uma vontade nobre.
Segundo eles, Diane tem planos de ingressar na política e estaria usando a plataforma do movimento para alcançar seus objetivos.
Sua relação com o presidente do país, Rafael Correa, dizem, seria próxima demais.
Correa, que é católico, já fez comentários homofóbicos e transfóbicos publicamente.
Diane também foi alvo de críticas por suas tentativas de reconciliar a Igreja Católica com os grupos LGBT. Para alguns integrantes do movimento, isso não é possível.
Por outro lado, é vista como um exemplo a ser seguido por muitos: mesmo sendo transexual, ela se recusou a fazer a operação de mudança de sexo, assumiu seu papel de mãe e começou a construir uma família.
para muitos, eles se tornaram símbolo de crescente tolerância à diversidade sexual na América Latina (Foto: Divulgação)Para muitos, eles se tornaram símbolo de crescente tolerância à diversidade sexual na América Latina 
(Foto: Divulgação)
Em 2013, Diane foi a primeira transgênero que se candidatou a uma vaga no Congresso equatoriano.
Apesar de não ter sido eleita, atualmente disputará  o Senado em 2017.


G1

Bloqueio de índios Parakanã na Transamazônica chega ao quarto dia

Etnia reivindica melhores condições de saúde, pavimentação e energia elétrica
Eletronorte informou que acompanha o caso e mantém contato com índios.

 O bloqueio realizado por índios da etnia Parakanã na rodovia Transamazônica, no sudeste do Pará, chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (26).Cerca de 150 indios participaram da manifestação no trecho da rodovia na ponte do Bacuri, que liga os municípios de Marabá e Novo Repartimento, em um protesto por melhores condições de saúde, pavimentação das estradas que dão acesso às aldeias e energia elétrica.

Segundo o cacique Kwatine Parakanã, as condições em que vivem os quase 500 índios da reserva Parakanã ficaram precárias após eles terem sido remanejados pela Eletronorte da área em que viviam antes da construção da Hidrelétrica de Tucuruí. A Eletronorte informou em nota que está acompanhando os acontecimentos e que mantém contato permanente com a comunidade Parakanã por meio de sua área de meio ambiente e de seu consultor indigenista.

O grupo afirma que só irá liberar a rodovia com a chegada de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai). A Funai ainda não comentou o assunto. Sobre as melhorias nas vias de acesso às aldeias, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda não se manifestou.

Cerca de seis aldeias são representadas na manifestação. O cacique Haytyga Parakanã ressaltou que os indígenas também pedem a construção de casas, posto de saúde e escola na área, além de melhorias na infraestrutura com a implantação de rede elétrica e poços artesianos.

O caminhoneiro Pascoal Viana ficou impedido de seguir viagem como bloqueio na rodovia, mas considera o protesto justo. "É precária a situação da estrada e não é de hoje. Nós estamos aqui parados sem poder dar prosseguimento à nossa viagem, a nossa carga atrasa, está tudo atrasado, ficamos aqui na rodovia só tendo despesas", lamentou o caminhoneiro.

fonte:G1  

ACONTECEU NO INTERIOR NA ESCOLA CASTELO BRANCO ALUNO METE A FACA NO OUTRO

Foi por volta das 08h00min da manhã desta sexta-feira (23), que aconteceu mais uma tentativa de homicídio no interior de uma escola. Desta vez foi na escola Castelo Branco, que fica no bairro do Trem, quando o J.W.M.C (16), aplicou uma facada no braço esquerdo do LUIZ RODRIGO BELÉM DOS SANTOS (18), que se virou a tempo, pois a facada era para atingir as costas dele. Após esfaquear o Luiz, o menor infrator fugiu para a casa dele, porém, logo em seguida, chegou uma Guarnição da PM comandada pela Ten. Vanessa, que foi até a casa do menor, e com a ajuda da mãe dele, foi apreendido e entregue na DEIAI, onde foram tomadas as providências.

Fonte:João Bolero Neto

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

TCU continua investigação sobre fraudes em licitações da Companhia Docas do Pará

O tribunal analisou irregularidades praticadas no âmbito do Convite 7/2004, que visava a contratação de empresas para promover a prestação de Serviço de Apoio Administrativo e Operacional no Porto de Belém.
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O Tribunal de Contas da União (TCU) deu continuidade à análise de indícios de irregularidades constatadas em contratos e licitações da Companhia Docas do Pará (CDP), objeto de investigação da denominada “Operação Galileia”. O grande número de fatos apontados na operação, relacionados a fraudes em licitação na CDP, levou o TCU a constituir processos específicos para análise de cada um dos contratos.
O tribunal analisou irregularidades praticadas no âmbito do Convite 7/2004, que visava a contratação de empresas para promover a prestação de Serviço de Apoio Administrativo e Operacional no Porto de Belém.
Os indícios de irregularidade identificados autorizaram a realização de audiências dos gestores e das empresas envolvidas na fraude do processo licitatório, mas as justificativas defendidas foram rejeitadas pelo TCU. Porém, a pretensão de aplicação de sanção às empresas em virtude da fraude identificada na etapa competitiva do convite encontra-se prescrita.
Segundo o ministro relator, Benjamin Zymler: “ao examinar a postura daqueles chamados em audiência, observo que não foram afastadas as falhas inicialmente vislumbradas por este tribunal, relacionadas à elaboração de orçamento estimativo com valores superestimados; condução e homologação de procedimento licitatório com indícios de simulação com vistas a fraudar o caráter competitivo do certame e a fraude ao Convite 7/2004”. Ficou determinado, por fim, que o processo fosse anexado às contas ordin árias correspondentes da Companhia Docas do Pará.
Operação Galileia – iniciada pela Polícia Federal em dezembro de 2005, a operação apurou um esquema de fraude a licitações na Companhia Docas do Pará que, à época, já teria provocado um prejuízo de mais de R$ 7 milhões aos cofres da companhia. Os esquemas de fraude ocorriam mediante processos irregulares de dispensa e inexigibilidade de licitação, pagamento de propinas, alterações qualitativas e quantitativas nas aquisições feitas pela CDP.

Diário do Amapá